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A nociva crença de que existe uma “pessoa certa” para se relacionar

Quando duas pessoas passam a viver juntas é comum terem a ilusão de que enfim encontraram a “pessoa certa” e vão viver felizes para sempre. A relação simbiótica então estabelecida, onde os dois imaginam se transformar num só, é o campo propício para que ambos projetem, um no outro, aquilo que têm em si e julgam ser desvalorizado.

Após algum tempo de convívio, em muitos casos, o outro passa a ser visto com muitos “defeitos”, porque aos “defeitos” de cada um somam-se os do outro. E a isso se acrescenta a raiva sentida quando se constata que o outro não está cumprindo o papel que se esperava dele: o de satisfazer todas as  necessidades e carências pessoais do parceiro.

Parece simples, mas é importante lembrar que o amor não dá qualquer direito sobre o outro. Em muitos casos a vigilância e a invasão na vida do parceiro são vistas como natural.

“A crença quase universal baseada na evidência de um amor único, permanente e sem defeito, entendido e recebido como garantia de felicidade duradoura vai, justamente, levar-nos a esquecer, com muita frequência, que é necessário manter, alimentar e respeitar o relacionamento vivo e saudável. Que este deve, sobretudo, se proteger contra as alterações inevitáveis de uma intimidade que vai ficando desgastada com partilhas em tempo integral.”, diz o psiquiatra francês Jacques Salomé.

Não são poucos os que aceitam a obrigação de ser e agir a partir de um código, muitas vezes, expresso através de um “nós” ou “a gente”, definido exclusivamente por um dos cônjuges.

Por: Regina Navarro Lins

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