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As Mulheres da vida de Mandela

No dia 18 de julho é comemorado o dia Internacional de Nelson Mandela, data escolhida por ser a mesma de seu nascimento. Mandela foi um advogado, líder político e presidente da África do Sul de 1994 a 1999, vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 1993 ele é considerado um dos mais importantes líderes da África Negra. Mas não é sobre Mandela que iremos bater um papo, afinal hoje é dia de falar de mulheres que inspiram. Por isso vamos contar a história de três grandes mulheres que compartilharam suas vidas com líder africano.

Evelyn Mase

Foto: Reprodução

 

Uma mulher apaixonada pela causa da fé, a enfermeira Evelyn Mase foi a primeira esposa de Nelson Mandela. Casou-se em 1944 e teve quatro filhos com o líder. Após a morte de uma das suas filhas, Evelyn se converteu às testemunhas de Jeová.  Em meio a tantas incompatibilidades com o meio que vivia, principalmente acerca da vida política do marido, a enfermeira decidiu pôr as cartas na mesa e exigiu que ele escolhesse entre ela e suas ações no Congresso Nacional Africano (CNA), porém a resposta dele foi que não a amava mais.

Mesmo após saber a escolha do marido, Evelyn continuou morando sob o mesmo teto em respeito à família, mas ao ver Mandela ser preso, quando estava casa, na frente de seus filhos, ela não suportou. Ela não o visitou na prisão nem mesmo tentou lutar por sua liberdade, em vez disso criou coragem, pediu divórcio e ficou com a guarda dos filhos.

Em 1998, Evelyn casou novamente, desta vez com um empresário membro da sua congregação. A corajosa enfermeira faleceu em 2004, na cidade de Joanesburgo.

Winnie Madikizela

Foto: Reprodução

A radical e polêmica heroína do apartheid, Winnie Madikizela foi uma ativista e membro ativo do CNA, por sinal, foi lá que ela conheceu Mandela. Eles casaram em 1958 e tiveram duas filhas, deste então ela o acompanhou nas lutas contra segregação racial, até mesmo durante segunda prisão de Nelson Mandela.

Uma mulher que abraçou a luta do marido e seus amigos como se fosse sua. Ela se dedicou ao que ela acreditava, enlouquecia as pessoas com sua própria essência, levantou o nome de Mandela em todas batalhas, chegando a ser conhecida como a “mama da luta contra o regime”, porém os frutos de suas ações em prol da liberdade do grande líder viriam à tona.

Winnie não queria ser mais uma imagem relacionada a projeção de Mandela, por isso ela sempre estava ao seu lado, para mostrar que sua luta era ao lado dele e não para ele, como muitos a associaram.

Após se envolver em diversas polêmicas e acusações, a ativista teve sua reputação manchada, de forma que destoava dos ideais de Mandela. Mesmo após dar a volta por cima e retornar ao cenário político, seu casamento não resistiu, chegando ao fim em 1996.

Winnie não parou, foi deputada, assumiu ministérios e presidente da Liga das Mulheres do CNA, ocupando o cargo até 2003. Posteriormente foi membro do Comitê Executivo Nacional do CNA. Faleceu em 2 de abril de 2018, após uma doença prolongada.

Graça Machel

Foto: Waldo Swiegers.

A primeira dama das nações, Graça Machel é uma professora e ativista dos direitos humanos. Ela foi a última esposa de Nelson Mandela, conhecida como “o amor aos 80 anos”, por ter se casado com o ex-presidente no dia de seu octogésimo aniversário.

Graça conheceu Mandela em 1990, quando ele ainda era casado. Na época a professora havia acabado de se tornar viúva do ex-presidente moçambiquenho Samora Machel. Mas a aproximação entre ela e Mandela só foi acontecer após ele se divorciar de Winnie.

Inteligente, forte e determinada, Graça Machel relutou em se casar com Mandela, que era 27 anos mais velho. Sua obrigação com a população de Moçambique era tão honesta, que ela temia que o divórcio entre Winnie e Mandela tivesse reflexo em seu relacionamento com o povo.

Anos após, no dia 18 de julho de 1998, eles se casaram. Graça e Nelson foram morar no pequeno vilarejo de Qunu, na África do Sul, onde ela viveu ao lado do marido até os últimos suspiros dele.

Graça Machel se tornou a única mulher no mundo a ser primeira-dama de mais de uma nação e não deixou sua carreira como líder humanitária após a morte do marido. Em 1998 ela recebeu o Prémio Norte-Sul, honraria atribuída a pessoas que mostram um empenho de excelência na defesa e promoção dos Direitos Humanos e solidariedade entre norte e sul.

Atualmente Graça Machel preside o Gavi Fund Board, órgão financiador da Global Alliance for Vaccines and Immunication (GAVI), ela também é fundadora e presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), primeira instituição em Moçambique que contribui com o a democracia, justiça social, erradicação da pobreza em escala local e potencializa as capacidades das comunidades mais desfavorecidas, reforçando especialmente e papel das mulheres e dos jovens através da educação.

Graça Machel e Winnie Madikizela (Foto: Reprodução)

Falar sobre as mulheres da vida de Nelson Mandela traz a inspiração para outras mulheres que vivem a sombra de grandes homens, mas nem por isso deixam de ser protagonistas de sua própria história. Como diz o ditado ao lado de um grande homem há sempre uma grande mulher, neste caso, três grandes mulheres.

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