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Borderline: doença psicológica de mulheres que amam demais

A palavra borderline vem do inglês. Como substantivo, indica o limite entre duas áreas, a delimitação de uma fronteira. Como adjetivo, significa hesitante, incerto. À luz da medicina psiquiátrica, o termo borderline é usado para denominar o transtorno de personalidade limítrofe, ou transtorno de personalidade borderline (TPB), uma doença psicológica grave, que reúne uma série de comportamentos considerados inadequados do ponto de vista social e amoroso.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Psicologia(SBP), acredita-se que o transtorno de personalidade borderline atinja de 1% a 6% da população mundial, sendo bem mais comum em mulheres (estima-se que 90% dos casos) do que em homens. Entre a principal característica desta doença encontra-se a angústia intensa sofrida durante um relacionamento amoroso.

“Esse distúrbio costuma a dar seus primeiros sinais durante a adolescência, intensificando na idade adulta. Sua origem é muito relacionada a componentes genéticos, mas experiências traumatizantes durante a infância podem desencadear o quadro clínico”, explica a psicóloga e professora da Faculdade de Medicina de Petróplis, Camila Aloisio Alves.

Características do borderline

A doença costuma ser difícil de tratar justamente por suas caraterísticas de intensidade de bons sentimentos. Como controlar alguém que parece apenas estar amando intensamente?  Mas é preciso alertar para os sinais de desequilíbrio apresentados por quem sofre do transtorno de personalidade borderline.

“As principais características de quem sofre do transtorno são: oscilação severa de humor, baixa autoestima, sentimento permanente de abandono e vazio interior, medo do abandono e da solidão. Sem contar a tendência à automutilação, incapacidade de sentir prazer, comportamentos impulsivos, como gastar dinheiro de forma descontrolada ou consumo exagerado de comida ou drogas. Nos casos mais graves, aparece a ideação suicida”, lista a Dra. Camila.

No relacionamento amoroso é quando os sintomas do distúrbio costumam ser mais evidentes. Alguns comportamentos são recorrentes entre as mulheres borderline. Entre os quais:

  • Apaixonam-se continuamente por homens perturbados, distantes, temperamentais. E sempre justificam as atitudes de seus parceiros como ‘normais’;
  • Costumam ser obcecadas por homens emocionalmente indisponíveis. Frequentemente entram em relações com homens casados ou comprometidos com outras mulheres, workaholics ou dependentes de drogas;
  • Abrem mão dos seus amigos e dos seus próprios interesses para estarem disponíveis ao parceiro na hora que ele demanda;
  • Sentem um vazio imenso quando não está com o parceiro, sendo incapazes de distraírem-se com qualquer outra atividade.

Tratamento indicado

“Como se trata de um distúrbio que afeta a neuroquímica cerebral, é fundamental que se combine terapia e acompanhamento psiquiátrico para administração de antidepressivos e estabilizadores de humor”, indica a psicóloga e professora da Faculdade de Medicina de Petrópolis.

Grupos de apoio como o MADA – Mulheres que Amam Demais Anônimas também podem funcionar como complemento da terapia formal. Lá a mulher encontrará outras pessoas diagnosticadas como borderline e poderá, através da troca de experiência, aprender a controlar os sintomas autodestrutivos da doença.

Fonte: A Revista da Mulher

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