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Como lidar com o divórcio: veja dicas para facilitar o processo de separação

Não é fácil encarar que os projetos, planos e sonhos que você dividiu com outra pessoa chegaram ao final. Separar-se sempre traz uma carga de sentimentos controversos, mas, quando falamos de divórcio, aprender a lidar de uma maneira tranquila pode ser a melhor forma de seguir em frente com a sua vida.

– Toda separação é um luto, uma perda para ambas as partes. Dói muito e ninguém passa por isso ileso, sempre é complicado. Mas vale saber que vai acabar dando certo quando todas as coisas forem elaboradas: o bem-estar dos filhos, do próprio casal, como fazer com os bens. Conseguir organizar essas coisas práticas é o caminho mais rápido para voltar a ter paz – explica a terapeuta familiar e mestre em questões de gênero Stella Galbinski Breitman.

Foi pensando em todo o caminho que é preciso percorrer entre o momento em que o casal decide se separar até o momento em que a vida volta, pouco a pouco, a se reorganizar e contando com a própria experiência que Paula Britto decidiu escrever o Manual da Separação – Guia Prático, funcional e acolhedor(Ed. Sulina, 126 páginas, R$35). Além de ter, ela própria, passado por um divórcio, Paula também é advogada especialista em mediação de conflitos e acredita na ideia de que é possível, sim, separar-se com afeto – mesmo que tenha se perdido durante os anos.

– Faz parte da humanização familiar conseguir passar por isso de uma maneira mais tranquila. Temos que buscar uma postura conciliadora, que faça com que o momento seja o menos traumático possível _ o que não quer dizer que não vai ser doloroso, porque vai, e muito. Muitas vezes, recebo pessoas que dizem estar pensando em se separar. Sempre pergunto se o casal já tentou de tudo. E, se não, vale tentar e voltar quando tiver total certeza de que não tem mais condições  – explica Paula.

Abaixo, confira quatro sugestões para facilitar o processo:

Adote hábitos próprios

Se você percebeu que o relacionamento não tem mais futuro, ou se já estão conversando sobre tomar diferentes rumos, vale começar, aos poucos, a introduzir em sua rotina comportamentos que teria se não estivesse mais casada. Paula chama isso de “separar estando casada”. São pequenas coisas, de acordo com a advogada: começar a fazer pequenos programas sozinha, pensar o que você levaria consigo daquela casa, ou o que faz questão que fique, e até dividir igualmente o cuidado dos filhos, que devem aprender a contar com os dois os pais.

Torne pública a decisão

Para Paula, escolher alguns amigos mais próximos ou membros da sua família e falar em voz alta a sua decisão, contar o que você está sentindo e como estão as coisas, é o primeiro passo para lidar com a situação de maneira prática.

– Aqui você começa a se organizar: ao falar, se permitir chorar, ser confortada, você consegue lidar melhor com aquela dor. O próximo passo é materializar essa dor em atitudes, que é quando você começa a andar para frente de novo – explica.

Fale sobre direitos e patrimônios

Assim que ocorre a separação, o regime de bens do casamento ou união estável também chega ao fim, lembra a advogada. Por isso, vale comprovar a separação dos corpos com data bem definida – vocês podem, por exemplo, fazer uma escritura pública informando que não estão mais juntos.

Para saber quais são seus direitos e como será a divisão do patrimônio, pensão e a guarda das crianças, alguns dados são relevantes: há quanto tempo vocês são casados, se possuem algum pacto pré-nupcial, se têm filhos, como é a divisão dos custos e tarefas, se os dois trabalham.

– Sempre que há filhos, é preciso resolver via judicial, mas, quando é apenas o casal, essas coisas podem ser resolvidas extrajudicialmente, com a ajuda de um advogado especializado – explica.

Em todos os casos, o casal pode combinar uma pensão provisória para o período entre a separação e o fim da ação de divórcio. Nos casos de mulheres que optaram se afastar do mercado de trabalho para cuidar da família, existe uma pensão transitória, que pode ser estabelecida até determinada circunstância como, por exemplo, a recolocação profissional.

Reflita sobre a convivência

Você já está mais organizada, restabelecendo, aos poucos, a rotina. Pode ser que, se pudesse, escolheria não encontrar mais o ex-cônjuge, ao menos não tão cedo. Mas quem tem filhos sabe como isso é difícil. A dica de Paula é organizar tabelas com todos os horários e acertos – com o tempo, vocês podem estar reconquistar certa harmonia e conseguir manter tudo mais casual. E se encontrar o ex não é uma opção, invistam em combinações objetivas por mensagens, por exemplo.

Fonte: Revista Donna

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