Âncora da Record Bahia expõe sua opinião sobre igualdade racial e de gênero

A jornalista Jéssica Senra, eleita melhor apresentadora de telejornal de 2017, exprimiu em suas redes sociais a sua opinião com relação a importância da discussão sobre o preconceito racial e as diferenciações de gênero.

“Todos os dias, convido os homens a lutarem junto com as mulheres pelos direitos iguais entre os gêneros, pelo respeito entre ambos. Acredito que o feminismo e a consequente desconstrução do machismo são importantes também para os homens. Da mesma forma, penso que a luta contra o racismo não deve ser apenas dos negros. Creio na igualdade entre os seres e, além disso, vejo o quanto o racismo é muito ruim também para os brancos. Portanto, deve ser uma luta de todos. Criar a falsa ideia de inferioridade do outro, por exemplo, nos fecha para enxergar, aprender e absorver tudo o que este outro (no caso, o negro), pode somar! O racismo é pura ignorância. Não senti na pele a discriminação pela cor, mas sofri e sofro outras discriminações por outras razões e vejo a estupidez disso. Não sinto na pele o racismo, mas o livro de Lázaro Ramos @olazaroramos me ajudou a entender um pouco este universo. Ao mesmo tempo em que compartilha suas memórias, ele traz a questão racial no Brasil, tão necessária de ser discutida! Recomendo demais a leitura.”

A jornalista termina o texto citando uma frase de Angela Davis – “Numa sociedade racista, não basta não ser racista, tem que ser anti-racista”, deixando aberta essa reflexão de extrema importância.  

Jéssica publicou em seu Instagram uma foto de seu rosto parcialmente coberto com o livro “Na Minha Pele” de Lázaro Ramos. Taís Araujo, Luís Miranda, Zebrinha e mais uma centena de pessoas também já publicaram selfies nas redes sociais com mesmo gesto. 

Foto: Reprodução

O livro não é uma biografia de Lázaro Ramos; nele o ator compartilha episódios íntimos de sua vida e também suas dúvidas, descobertas e conquistas. Divide com o leitor suas reflexões sobre temas como gênero, família, empoderamento, afetividade e racismo. Ao rever a própria carreira, ator exibe seu ponto de vista sobre discriminação e a formação de identidade.

Ao rejeitar qualquer tipo de segregação ou radicalismos, Lázaro nos fala da importância do diálogo, onde não se pode abraçar a diferença pela diferença, mas lutar pela sua aceitação num mundo ainda tão cheio de preconceitos.

“Se posso fazer alguma sugestão, aconselho que abra este livro não para encontrar minha biografia, mas para ouvir as vozes dos que estão ao meu lado”, diz Lázaro no prólogo do livro.

O ator completa: “Estas páginas foram elaboradas por várias vozes. É uma narrativa capitaneada por mim, mas que conta com a contribuição de uma série de personagens — alguns famosos e muitos anônimos —, que se reúne aqui para construir um caudaloso fluxo de informações, sentimentos e reflexões”.

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