Ser mãe é fácil? Um timelapse pode mudar sua opinião!

Ser mulher é estar em uma constante berlinda, afinal, com todos os tabus e coisas que nos determinam, quantas de nós já tivemos que ouvir – “tem que ter filho antes dos 40”, “ser mãe ou abdicar da carreira”, “decidir entre casar ou ser independente” e ainda ter que tomar cuidado para não ficar para “titia”? Sim, titia. Já que independente da época e do lugar ainda é malvisto ficar solteira depois de uma certa idade. E isso tem total relação com o simples fato de uma mulher ter que cumprir um papel “padrão” que lhe foi determinado: noivar, casar, ter filhos e ser dona de casa.  

Já virou clichê julgar que uma mulher na casa dos trinta está louca para casar. Alguns homens inclusive confessam que temem relacionamentos com mulheres nessa faixa de idade, afinal, elas estão em busca de um marido. O natural e aceitável de uma sociedade machista é que o homem possa – e deva – estar com uma mulher mais jovem. Só que o mesmo não se aplica ao universo feminino. Uma mulher mais velha jamais deve estar com um homem mais novo ou com alguém “com idade para ser seu filho”. Os problemas e tabus não acabam aí, para complicar ainda mais, temos o famoso relógio biológico da fertilidade. Mas acreditem, não é bem assim que a banda toca.

Uma mulher para ser feliz e realizada não precisa necessariamente estar em um relacionamento, ter filhos ou ser dona de casa, mas até mesmo as que seguem esse “padrão” ou em determinado momento resolvem ter filhos da sua própria forma, não fogem das críticas. Há quem diga ainda que cuidar dos filhos ou do lar é fazer absolutamente nada.

Passando por esse problema Gemma Chalmers, mãe de uma criança de 2 anos, ficou cansada de ouvir do seu marido que não fazia nada e resolveu gravar um vídeo em formato timelapse registrando sua rotina de afazeres domésticos enquanto cuidava do filho.

Chalmers resolveu gravar como é o dia de trabalho em casa, cuidando do pequeno Kayle. “Todo o fim de semana meu amável companheiro tem reclamado que eu não faço nada o dia todo, então eu pensei em mostrar a ele um dia inteiro”, escreveu ela em sua página do Facebook.

“Então, Sr. Jones, não diga mais ‘dia de folga’ ou ‘o que você fez o dia todo?’ porque a resposta sempre é: Eu fui mãe. Também fui faxineira, motorista, cozinheira, contadora de histórias, enfermeira, colega de brincadeira, professora de luta e de arte, estilista, operadora de máquina de lavar e muito mais.”

 

A história de Gemma serve de exemplo para ilustrar apenas uma pontinha do iceberg que é o mar de críticas que uma dona de casa enfrenta do próprio parceiro e também de terceiros.

O mais espantoso é que se você jogar no google “sou casada e…”, aparece uma infinidade de resultados de mulheres buscando soluções para o casamento ou querendo saber se estão erradas dentro da relação. Isso mostra que ainda estamos presas a um padrão que não existe e nem nos serve mais.

Seguindo a mesma lógica, os resultados não são similares aos pesquisados pelo público masculino. Assustadoramente a lista das 5 coisas mais relevantes pesquisadas por homens começando com “sou casado e…” são:

Foto: Captura de Tela

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