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Dicas para quem vai juntar as escovas

Atualmente, não são poucos os casais que tomam a iniciativa de morar juntos antes – fazer o famoso “test drive”, ou mesmo juntar as escovas sem realizar uma cerimônia de casamento tradicional. 

Célia Lima psicoterapeuta, especialista Personare destaca que o casamento em si – o ato de assinar papéis e fazer uma cerimônia (tanto faz se religiosa ou não) – é só a coroação do que já foi estabelecido. “Morar junto já é o próprio casamento: tudo já está sendo compartilhado, começando pelo espaço, passando pela divisão de tarefas e terminando com as despesas”, comenta.

Mas quem acha que dividir um teto é tarefa fácil, está bem enganado. Quando as flores e jantares românticos deixam de existir devido à rotina atribulada dos dois, começam os desgastes da vida cotidiana. Um acorda cedo, o outro gosta de dormir até tarde. Um é extremamente bagunçado e o outro “crazy” da arrumação. Um gosta de comer na mesa e o outro na cama. A convivência faz com que você tenha que se acostumar com manias diferentes das suas, dividir o tempo livre, se dedicar e até mudar alguns hábitos.

Como fazer para equilibrar as duas rotinas e tornar a convivência algo leve e prazeroso? 

A verdade é que morar junto, seja com o cônjuge, irmão ou amigas, é algo que requer um “ajuste de peças”; entender o outro, ceder e abrir concessões. 

Acontece que, com o stress do dia a dia, nos tornamos menos pacientes e dispostos. E ai? O que fazer?

Estabelecer regras de convivência é uma boa sugestão para os que vão viver agora no mesmo lar.

Célia Lima destaca que o amor é apenas uma parcela do conjunto de coisas a se considerar na hora que o casal decide morar junto. “É preciso ser bastante realista com relação à organização da casa, divisão de tarefas, divisão de despesas. Conversar muito a respeito do que o casal entende por compartilhar a vida é fundamental para evitar frustrações desnecessárias”, comenta.

Implicações legais de morar junto

O advogado Marcelo Souza explica que, atualmente, duas pessoas que moram juntas podem configurar união estável. “E o Código Civil reza que tal comportamento configura o regime de comunhão parcial de bens. Portanto, se devidamente comprovado, tudo o que o casal adquiriu enquanto residiram juntos terá que ser partilhado meio a meio”, destaca.

Questão financeira

Célia Lima destaca que toda união precisa de acordos, é como um contrato. “Portanto, é muito prático e necessário que uma das primeiras questões a serem levadas em consideração seja a situação financeira do casal”, diz.

“Ambos são profissionalmente estáveis? Caso não sejam, é importante ter uma reserva que garanta o pagamento de aluguel e de todas as despesas da casa por alguns meses – três ou quatro, por exemplo. Problemas de ordem financeira são um estopim que pode detonar uma crise num casal ainda em formação”, destaca a psicoterapeuta.

Regras de convivência

Tentar estabelecer regras de convivência é bastante saudável, pois tudo o que é conversado antes evita desentendimentos. “Mas, mais importante que isso: é preciso haver predisposição para cumprir os acordos – que vão desde pendurar a toalha molhada até o revezamento dos afazeres domésticos. Isso passa também por fazer acordos com relação a convidar amigos para frequentar a casa, pelo respeito à individualidade um do outro e pelas visitas aos familiares”, explica a psicoterapeuta Célia.

Afaste o tédio da rotina

Criar uma rotina é parte da relação e ajuda a evitar discussões – se quarta é o dia do futebol dele, por exemplo, a mulher sabe que pode sair com as amigas e ficar com elas até mais tarde. Cultivar amizades e preservar a vida social é uma forma super saudável para sair do tédio.

Preserve a vida sexual

Quando você decide morar junto com alguém, é natural mudanças na vida sexual – a frequência com que vocês ficam juntos e a disposição podem diminuir. “O sexo é importante e muito saudável para o casal, ele melhora a relação de intimidade e de segurança”, diz a terapeuta Familiar e de Casal Marina Vasconcellos, da Unifesp. Para evitar um cenário que prejudique a autoestima dos dois lados, propor surpresas é uma boa tática – vale uma viagem rápida em um final de semana qualquer ou um show da banda de vocês gostam com direito a “late night drinks”.

Respeitar a individualidade do outro

Um casal que acabou de se unir tem mania de fazer tudo junto, da balada no final de semana às compras no supermercado. O hábito é saudável enquanto não prejudica a convivência, mas deve ser repensado quando um dos dois lados sentir que está sendo sufocado pela relação. “Seus hábitos, seus sonhos e mesmo o seu espaço em casa precisa ser preservado, graças a ele você tem condições de se equilibrar e oferecer uma companhia agradável”, afirma a terapeuta Marina Vasconcellos.

Não se esqueçam do romantismo

Deixando de lado todas as regras de convivência, é fundamental que nunca se esqueçam dos bons motivos que, provavelmente, os levaram a morar juntos.

Que tal preparar um jantar romântico para receber seu amor em casa depois do trabalho?! Ou, simplesmente, comprar um vinho para vocês tomarem juntos e relaxarem na sexta-feira à noite?! Atitudes simples como essas podem fazer a diferença e fortalecer o amor de vocês.

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