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É impossível ser feliz sozinha? Estas mulheres discordam.

O amor pode até mesmo ser fundamental, como diz a música, mas amor-próprio também é amor e nem sempre você precisa estar com outra pessoa para se sentir realizada. Estas mulheres são prova disso. Elas contam as vantagens de não dividir a vida com alguém.

“Se quero dividir meus êxitos com alguém, eu divido com os meus amigos”

A analista de marketing digital Larize Villarroel Imagem: Arquivo pessoal

“Eu vivo a solitude, que é diferente da solidão, associada ao sofrimento. A solitude é quando você sente-se bem sozinha, quando passa a enxergar você mesma como uma companhia para si. Quando você está sozinha você ganha muito em tempo de vida. O meu tempo é só meu e eu uso como bem quero, seja para estudar, ir à academia ou ficar em casa.

É muito bom não precisar separar uma parte do meu dia para ficar com o outro fazendo qualquer coisa. Também é muito bom não precisar dar satisfação. Eu faço as coisas que eu quero e eu vou para onde eu quero. Se eu quero dividir meus êxitos com alguém, eu divido com os meus amigos e com a minha família.

A desvantagem de não estar em um relacionamento fixo é não ter sexo regular. Também, às vezes, me sinto insegura fisicamente. A depender de o lugar onde vou, eu me sinto desprotegida por estar sozinha. Tirando isso, estou à vontade com esse status.

No meu ciclo de amizades as pessoas não têm optado por ser casal, não.  A maioria quer uma relação aberta, sem laços profundos. Vez ou outra me perguntam sobre namorado, mas eu respondo numa boa que não quero. Gosto de sair com amigos casais, mas só entro numa relação se tiver certeza que a outra pessoa não me atrapalharia. A verdade é que eu realmente não estou disposta a abdicar de mim pelo outro.”

Larize Villarroel, 29, analista de marketing digital

“O mais foda de ser solteira é aguentar quem pensa que estou desesperada para ter alguém”

A estudante Monike Carlos Imagem: Arquivo pessoal.

“O meu dia seria mais difícil se eu estivesse em uma relação. Sozinha, tenho mais tempo para mim, consigo estudar sem me preocupar em ter que dar atenção para alguém. Para o cinema eu só vou acompanhada se já tiver assistido ao filme e gostar muito da companhia.

A rotina da casa também é mais fácil organizar quando se mora sozinha. Com outra pessoa pode até rolar uma divisão de tarefas, mas é aquele ditado, se você quer bem feito, faça você mesmo. Gosto de chegar em casa e estar tudo do jeito que eu deixei. Se eu quiser acumular roupa e lavar só uma vez por mês, ninguém vai reclamar que não tem roupa limpa ou que eu usei todo o espaço do varal e aluguei a máquina o dia todo.

O lado ruim é que se eu não fizer, ninguém vai fazer – o mesmo vale para pagar contas. Quando eu percebo que alguém tem interesse em mim, já digo que estou disponível, no máximo, para amizade colorida. Tem quem fuja, quem adora e quem tenta se aproveitar.

Às vezes, quando está frio, bate uma vontade sim de dormir de conchinha, mas aí eu abraço o travesseiro e agradeço por ter a cama só para mim. O mais foda de ser solteira é aguentar quem pensa que estou desesperada para ter alguém. Sempre tem o amigo que tem um amigo incrível para me apresentar. Mas sigo com o plano de terminar a minha faculdade e já fazer outra ou um mestrado.

Não quero ter filhos e pretendo mudar de país. Quero seguir estudando e pesquisando e, quem sabe, conseguir um emprego que me permita viajar enquanto trabalho.”

Monike Camila Carlos, 25, estudante e garçonete.

“Depois de um relacionamento abusivo, decidi ficar só – e me tornei territorialista”

A nutricionista Cibele Amaral Imagem: Arquivo pessoal.

“Neste momento, eu não abriria mão da minha solitude para viver com alguém. Com a chegada aos 40, estou em uma fase de autoconhecimento. Já namorei muito e também morei junto duas vezes. Mas nos últimos anos estou solteira e feliz.

Estar sozinha é ser dona do próprio nariz e de seu próprio mundo. É besteira pensar que a vida sozinha é triste. Eu fico triste sim, mas todo mundo fica. Há onze anos saí de Minas Gerais, onde estava minha família, e me mudei para o Mato Grosso, para morar sozinha. Eu precisava trilhar meu próprio caminho.

Minha mãe me criou para ser independente, mas isso não impediu que eu entrasse em um relacionamento abusivo. Desde então, decidi ficar só. E depois de tanto tempo morando sozinha, me tornei altamente territorialista – minha casa é meu mundo e eu mando nele -, algo que julgo atrapalhar em relacionamentos.

Minhas cadelas Charlotte e a Ayka enchem minha vida de alegria. E no futuro, bem próximo, estarei com uma mochila nas costas pelo mundo.”

Cibele Amaral, 39, nutricionista.

“Eu sou geniosa e não sigo as regras da sociedade”

“Moro sozinha há dez anos e não consigo enxergar nenhuma desvantagem em não dividir o teto com alguém. Posso receber quem eu quero, na hora que eu quero. Mantenho as coisas pela casa do meu jeito. Danço, choro e grito quando sinto vontade.

Quando quero cozinho, quando não quero apenas estouro pipoca. Não tem toalhas molhadas na minha cama e também não divido coberta no frio. A sociedade impõe que você se case, tenha filhos e construa uma família, mas eu sou geniosa e não sigo as regras da sociedade. Sigo as minhas próprias regras.

Eu já namorei, mas sempre deixei claro que a minha liberdade está acima de tudo. Estar com alguém não significa não se sentir sozinha, porque a solidão pode bater até mesmo quando tem alguém do seu lado. É uma questão de estar bem com nós mesmas. Não posso afirmar que serei solteirona para sempre, a vida é feita de ciclos. Mas neste ciclo atual me encontro plena.”

Adriana de Fátima Monteiro, 42, administradora de empresa.

Fonte: UNIVERSA

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