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Entenda como o ciclo menstrual interfere no seu prazer sexual e na libido

As mulheres sentem mudanças na libido ao longo do mês por causa das várias alterações hormonais que acontecem em seu corpo. É por isso que algumas se sentem mais sensuais em certos dias, com mais desejo, mas não podem nem pensar em sexo em outros. Saiba como cada fase do ciclo menstrual interfere no desejo feminino e tire o maior proveito possível de cada etapa.

“Aqueles dias” prometem…

Durante a menstruação, os níveis de testosterona (hormônio masculino que as mulheres têm em menor quantidade) estão bem altos no organismo. Além disso, o estrógeno e a ocitocina também estão elevados. O resultado dessa ‘mistura’ é um desejo mais intenso e a sensibilidade no corpo bem mais em destaque. A mulher fica com os sentidos mais apurados e mais propícia ao prazer.

No entanto, sintomas como cólica e inchaço podem provocar irritação –é importante respeitar os próprios limites para que tudo role bem. Há quem se sinta mais a vontade para fazer sexo nesse período e até considere o sangue uma espécie de “lubrificante” natural. Porém, o uso de preservativo deve ser mantido mesmo com a redução significativa das chances de engravidar. É que como o colo do útero fica mais aberto para facilitar a saída do sangue, existe maior risco de que bactérias e fungos atinjam a cavidade pélvica, gerando infecções.

Ovulação: mais vontade de transar

Foto: Reprodução

Quando termina a menstruação, a mulher sente um aumento da libido. O nível de estrógeno continua subindo no organismo feminino nesse período, preparando o corpo para a ovulação junto com um aumento da progesterona. É um período em que a lubrificação é maior e, como a mulher está mais fértil por volta do 14º dia do ciclo, a natureza se encarrega de estimular o sistema reprodutor.

Contudo, apesar desse aumento do desejo sexual, pode aparecer também uma sensação de falta de energia. Isso porque o corpo quer proteger os óvulos e, assim, ficar longe de riscos.

Apetite sexual em baixa 

Imagem: iStock

Após a ovulação –mais precisamente 7 dias antes da menstruação– ocorre um pico de progesterona. Esse hormônio, ao contrário da testosterona, diminui a receptividade sexual, preservando, assim, um provável saco gestacional que porventura possa existir dentro do útero.

O desejo e a disposição para a relação sexual passam a ser de menor intensidade no fim do ciclo, lá pelo 20º dia, quando os níveis de estrógeno já estão baixos. Logo em seguida começam os sintomas da TPM, preparando o corpo para o início do novo ciclo menstrual.

TPM “sexy”, por que não?

TPM: embora os sintomas típicos da tensão pré-menstrual –dor de cabeça, irritação, inchaço, aumento de sensibilidade nas mamas e início de cólicas– formem um verdadeiro esquadrão contra o sexo, é possível viver momentos gostosos com o par, sim, mesmo que não role nada. Ideias? Sexo oral, que ainda estimula o aumento de endorfinas, e massagens.

Anticoncepcionais: libido comprometida

Imagem: Getty Images

Quando uma mulher opta por um método anticoncepcional que libera hormônio para impedir a ovulação, isso também reflete na testosterona, produzida nos ovários e importante para a libido. Os anticoncepcionais ainda aumentam os níveis do hormônio sexual SHBG –que também diminui a testosterona no organismo. Sem ovular, a mulher não terá o pico de testosterona característico desse período do ciclo, o que pode representar para algumas a diminuição do desejo sexual.

Vale destacar, no entanto, que cada uma reage de maneira diferente nesse ponto e, se houver desconforto, o ideal é conversar com o ginecologista para que outras opções sejam avaliadas.

Sem menstruação, mas com desejo

Há várias opções para as mulheres pararem de menstruar. A maioria tende a bloquear a produção de testosterona, mas alguns implantes subdérmicos colocados na nádega têm a vantagem de coibir a ovulação e a menstruação sem diminuir a libido. Aliás, dependendo da combinação, que é sempre individualizada para cada paciente, dá até para aumentar a libido, já que certos tipos de hormônios colocados no chip apresentam características androgênicas, como a gestrinona.

Atenção ao climatério

A diminuição da libido acontece no climatério, período de transição rumo à menopausa em que o corpo da mulher passa a não reproduzir mais. Algumas mulheres passam a ter ciclos irregulares e menstruação menos frequente. No meio dessas alterações, após a diminuição da produção de hormônios, muitas reclamam não só da oscilação na libido, mas também de mudanças como ressecamento vaginal e dor durante a penetração, por exemplo.

É fundamental procurar ajuda médica para avaliar a necessidade de uma reposição hormonal e para que a fase seguinte, a menopausa, transcorra da melhor maneira possível. Afinal de contas, o fim da fertilidade não significa, de jeito algum, o fim da vida sexual.

Fontes: Alessandro Scapinelli, ginecologista de São Paulo (SP), e Caroline Alexandra Pereira, ginecologista, obstetra e especialista em reprodução humana e endoscopia ginecológica, da Clínica Viváter, de São Paulo (SP)

Via: Universa

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