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Exposição sobre orixás marca combate à intolerância religiosa

O som dos atabaques tocados por alabês do Terreiro do Gantois anunciou, na noite deste domingo (21), o início da exposição Orixás da Bahia e a reinauguração da Fonte de Oxum, ambas localizadas no Espaço Cultural da Barroquinha, equipamento cultural gerido pela Prefeitura através da Fundação Gregório de Mattos (FGM). As duas iniciativas – que buscam o fortalecimento cultural e religioso das religiões de matriz africana em Salvador – marcaram o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado em 21 de janeiro.

A exposição Orixás da Bahia e a Fonte de Oxum ficam abertas à visitação gratuita, sempre de quarta a domingo, das 14h às 19h, por período ainda indefinido. Participaram do evento de abertura da exposição e reinauguração da fonte autoridades religiosas, o presidente da FGM, Fernando Guerreiro, a titular da Fundação Mario Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, além de personalidades, como a apresentadora Regina Casé.

Foto: Jefferson Peixoto/Secom

Foto: Jefferson Peixoto/Secom

A exposição Orixás da Bahia é uma mostra composta por 16 estátuas confeccionadas em papel marchê e em tamanho natural de divindades africanas, esculpidas pelo já falecido artista plástico Alecy Azevedo. As obras integram o acervo do Museu da Cidade e ficarão expostas na Galeria Juarez Paraíso. Na década de 70, a Iyalorixá Mãe Menininha do Gantois foi responsável por vestir os orixás que integram a Orixás da Bahia, quando a mostra foi apresentada pela primeira vez.

A responsável pelo terreiro Ilé Iyá Omi Àse Iyamasé, conhecido como Gantois, Mãe Ângela Ferreira, destacou a relevância de celebrar essas duas entregas. “É sempre importante preservarmos nossa história, manter firme a memória das nossas raízes. Essa exposição, traduzindo o nosso caminho religioso e mostrando as nossas divindades e as potencialidades delas, é um verdadeiro ebó para a memória”, relatou entusiasmada.

Foto: Jefferson Peixoto/Secom

O trabalho de restauração das vestimentas, adereços e ferramentas usadas pelas divindades representadas na mostra foi projetado e executado por Maurício Martins (aderecista e figurinista), Jane Palma (gerente de Biblioteca, Livro e Leitura da FGM) e pelas costureiras Joselita França, Alzedite Santos e Jucélia Santos.

A Fonte de Oxum, localizada na lateral externa do Espaço Cultural da Barroquinha, foi totalmente reformada e contou com projeto de restauro completo desenvolvido através do Studio Argolo, além do amparo espiritual do sacerdote do Terreiro Kwe Vodun Zo, Doté Amilton.

O líder religioso Tata Nembakala, que participou das celebrações, afirmou que a batalha por justiça social deve ocorrer todos os dias. “Sinto-me honrado em participar de um evento dessa envergadura em que se reafirma e estabelece a continuidade da resistência. Que ela seja não só contra a intolerância religiosa, mas contra qualquer forma de intolerância”, finalizou.

 

Fonte: Secom/PMS

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