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Juliana Calmon: mamãe de primeira viagem

A primeira maternidade é uma fase de grandes novidades e descobertas na vida de uma mulher. Mudanças no corpo, na rotina e a expectativa para a chegada de um bebê não costumam ser tarefas fáceis de lidar quando há um turbilhão de hormônios à flor da pele. Muitas mulheres se preparam durante muito tempo para isto, e, ainda assim, não escapam das surpresas. Dúvidas sobre o parto, sobre o pós, medo de não dar conta, incertezas sobre a vida profissional em relação à maternidade… essas e muitas outras coisas passam nas mentes femininas durante a gravidez, principalmente se ela for marinheira de primeira viagem.

Palpites da mãe, da sogra, da amiga, da vizinha… nessa fase, parece que todo mundo sabe o que é melhor pra você. Contudo, cada gravidez é única. Cada mulher é única e ninguém melhor do que você mesma pra saber o que te convém nesse momento, não é mesmo? Muitos estudiosos acreditam na máxima de que: “Quando nasce um bebê, nasce uma mãe”, e dizem que, ainda que sejamos totalmente leigas em assuntos de maternidade, nos surge um instinto de cuidado inerente às mães que tornará tudo um pouco mais fácil.

A convidada de hoje da nossa coluna Elas Inspiram é uma pessoa especial, que além de uma grande amiga, é uma grande mulher – e agora também uma grande mãe. Minha Ju, também conhecida como Juliana Calmon, está grávida de 37 semanas e vai nos contar um pouco da sua experiência na primeira gestação, como tem sido a rotina e os desafios à espera de Malu. Vamos conferir?

PD – Juliana, conta pra gente um pouco da sua vida, de onde você veio, onde nasceu, sua formação e o que você fez até chegar onde chegou.

Juliana – Sou de Salvador-BA, faço faculdade de Administração. Antes de descobrir minha gravidez tinha uma empresa relacionada a vinhos e optei por fechar pra poder me dedicar a maternidade e depois retomarei a minha empresa.

PD – Você sempre sonhou em ser mãe? Planejou ter um filho ou foi uma surpresa?

Juliana – Sempre sonhei em ser mãe. Sempre me vi como mãe e realizei o sonho. Foi uma surpresa, não tínhamos planejado ter um filho agora, estávamos vivendo em uma correria enorme, esse era um plano futuro. Aprendi que ser mãe é aprender a renunciar as nossas próprias vontades, mesmo quando não são planejadas.

Foto: Charlene Mascarenhas

PD – O que sentiu quando soube que seria mãe? Teve algum medo? Se sim, qual?

Juliana – Renasci! E este renascimento vem sendo aos poucos, com a volta de algumas coisas que sempre gostei muito em mim, unidas ao processo de aprendizagem sendo mãe! Tive muito medo no início, mas durante a gestação aprendi que não podemos nos cobrar, cada maternidade é única e vamos amadurecer juntas em cada fase.

PD – Como foi o período da gravidez para você?

Juliana – Foi a melhor fase da minha vida até agora… O apoio que recebi de todos ao meu redor foi algo único, inexplicável. Sou muito grata por ter tantas pessoas incríveis e amáveis ao meu redor. Cada dia uma descoberta. É contar os dias pra ir no obstetra e fazer a ultrassom, é se emocionar ao ouvir o coraçãozinho dela e sorrir a cada movimento. É único! Cada movimento da minha filha me faz amá-la cada vez mais, fico imaginando no dia do meu parto, vai ser pura emoção!

PD – O que o universo da gravidez trouxe de novo para você?

“A amar cada curva nova do meu corpo, cada chute na costela (risos), os enjoos e azia nunca foram tão prazerosos. Minha relação com a minha mãe nunca esteve tão maravilhosa” diz Juliana.

Juliana – Hoje a vejo com outros olhos. Olhos com mais amor, mais respeito e acima de tudo com mais gratidão. Hoje sou mais madura, mais responsável, mais compreensiva e mais mulher.

Foto: Charlene Mascarenhas

PD – Como está sendo a preparação para o parto? Você optou por qual tipo e por quê?

Juliana – Optei pelo parto humanizado no hospital. Li muito sobre e a mãe tem total participação em relação ao que acontecerá no momento do nascimento de seu filho, podendo escolher a presença de acompanhantes ou não, a posição no momento do parto e o local onde o bebê nascerá. Optei pelo mínimo de intervenção médica, porém sem deixar de colocar a minha saúde e a da minha filha em primeiro lugar. Quero que minha filha venha na hora dela, respeitando a vontade de Deus!

PD – Qual foi a sua maior surpresa até agora na experiência da maternidade?

Juliana – Me redescobrir. É um mundo novo. Tudo muda. Suas prioridades passam a não ser tão importantes quanto as da sua filha. É se colocar em segundo plano e aceitar, com prazer, que você nunca mais vai estar sozinha. É ter desejo de chupar limão e comer maracujá puro e achar a coisa mais deliciosa do mundo. É conversar com sua barriga e se emocionar a cada ultrassom… É tudo uma surpresa.

PD – Sabemos que o corpo da mulher muda bastante durante a gravidez. Quais foram as mudanças que mais lhe chamaram a atenção e como você lhe deu com elas?

“Os hormônios… Ahhhh… esses hormônios! Nos deixam muito sensíveis. Choramos por nada e sorrimos por tudo, é algo impressionante!” confessa Juliana.

PD – Recentemente fizemos uma matéria falando sobre as mudanças na libido do casal durante o período da gestação da mulher; para você o que mudou entre quatro paredes?

Juliana – Não mudamos quase nada, aprendemos a respeitar meu corpo e a minha fase. Meu marido é meu melhor amigo e muito compreensivo. Estamos mais unidos, ele me elogia com as minhas novas curvas e isso é muito importante pra nós, mulheres. Ficamos mais sensíveis e em alguns momentos a auto estima não fica tão alta assim, então um elogio sempre cai bem.

PD – Já se pegou fazendo algo que jurou que não faria na maternidade? Ou não fez algo que antes tinha convicção que iria fazer? Comente.

Juliana – Não! Foi tudo muito natural… Apesar de ter o sonho de ser mãe, nunca vivi isso antes do tempo, então nunca planejei como seria. Estou vivendo e aprendendo dia após dia e me redescobrindo nesse mundo novo. Fiz tudo que senti vontade e deixei de ouvir conselhos de quem já passou por isso. Sinto que é um momento meu e por isso não planejo como tem que ser, apenas vivo.

PD – O que tem sido mais desafiador na espero/preparo do seu primeiro filho?

Juliana – Os “conselhos”. Por conta dos hormônios e da ansiedade, ficamos mais sensíveis. E sempre tem alguém pra dar um palpite sobre como deve ser o seu parto, como você tem que criar sua filha ou de alguma história “cabeluda” que alguém já vivenciou. Essa é a pior parte! Na gestação não queremos ouvir nenhuma história de “terror” do parto de fulano e não estamos preocupadas se o filho da vizinha comeu algo e está vivo até hoje. A filha é minha e eu vou saber o que é melhor pra ela. Mas nem todo mundo respeita isso…

Foto: Charlene Mascarenhas

PD – Cite o seu maior aprendizado sendo mãe.

Juliana – A pressão da maternidade é diferente de qualquer outra pressão, vem de dentro e de fora com intensidade muito maior que toda situação que eu já vivi. Mas a gente aprende a ter paciência. Essa é a maior dádiva da gestação. Precisamos de paciência pra tudo, afinal, você vai esperar 9 meses pra conhecer o amor da sua vida. E assim a gente segue durante esse tempo, respeitando nosso corpo, nossa mente e nossas vontades. Entendendo que existe um ser que precisa ter você bem e com bons pensamentos e isso nos conforta. O significado de ser mãe é descobrir formas diferente de amar. Minha vida passou a ter um novo sentido. ‘Nunca te vi sempre te amei!’ – resume-se nessa frase o meu sentimento.

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