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Licença maternidade de 180 dias é aprovada no Senado. Pai pode ir a exames do bebê

A senadora Rose de Freitas (MDB-ES) acaba de conseguir a aprovação na Comissão de Assuntos Sociais do Senado do PL 72/2017, que estende de 120 para 180 dias o prazo de licença-maternidade.  

A medida histórica representa um grande avanço na luta das mulheres pela igualdade de direitos. Além disso, o projeto conta com respaldo científico, pois estudos dão conta que bebês que ficam mais tempo com as mães têm menos chances de contrair doenças como pneumonia ou sofrer com crises de diarreia e anemia.

Outro avanço está na responsabilidade dos pais no caminho de alteração no regime patriarcal de gênero. Nesse sentido, o PL prevê que eles acompanhem as mães em consultas e exames durante o período de gravidez. Citado anteriormente, esta é uma melhora significativa, pois segundo regras de licença-maternidade e paternidade, mães brasileiras são nove vezes mais responsáveis pelo cuidado dos filhos do que os pais.

De acordo com o senador Paulo Paim (PT-RS), relator da proposta, o período de seis meses para amamentar a criança é o previsto pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde. Contudo, diferente de outros países, o Brasil não permite que pais e mães tenham autonomia na decisão do tempo dedicado para o cuidado das crianças.

No entanto, o PL recebeu críticas de políticos, como o senador Cidinho Santos (PR-MT) e a presidenta do Comissão de Assuntos Sociais Marta Suplicy (MDB-SP), que justificaram dizendo que a proposta pode colocar em risco oportunidades para mulheres no mercado de trabalho em tempos de crise.

Para Marta Suplicy medida é arriscada em tempos de crise | Foto: Reprodução

Se não houver recurso para que a PL seja analisada pelo plenário do Senado, o texto vai direto para a aprovação na Câmara dos Deputados.

Fonte: Hypeness

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