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“Não quero ser só mais uma mulher que foi vítima de violência doméstica.” Aline Nunes

Sempre fui muito dinâmica e determinada a fazer o que eu queria, mas por um momento em minha vida me vi em uma situação que hoje me pergunto como deixei que aquela mulher tão determinada passasse por aquela situação. Acho que foi um momento de carência que me cegou por longos sete anos.

Logo que engravidei do meu segundo filho, fui embora para uma pequena cidade no sertão da Bahia, Santaluz, já que eu e o pai dele tínhamos rompido o namoro, era um relacionamento um pouco conturbado, já tínhamos a Carol, mas decidi que seria melhor estar longe dele e ter meu filho em paz.

Meu filho nasceu e não demorou muito para conhecer um homem carinhoso, apaixonado, cuidadoso. Fiquei encantada com tantas demonstrações de amor e pensei: “Ele é quase perfeito”. Se preocupava comigo com meu filho, como não se apaixonar?

Um ano depois começaram as agressões verbais, depois as pequenas agressões físicas. Em seguida os pedidos de perdão, as declarações de amor, e a frase mais conhecida pelas mulheres que sofrem violência.

isso acontece porque eu te amo muito e tenho medo de te perder”.

Foram seis anos de idas e vindas, e todos os tipos de agressões, mas um dia consegui dar fim a este relacionamento tão abusivo.

Sempre ouvia dele que eu não era mulher para casar e que homem nenhum iria querer um compromisso com uma mãe de quatro filhos. Ele dizia que eu já não era mais atraente, mas passei a não dar mais ouvidos para isto e resolvi tocar a minha vida. Naquele momento só queria minha liberdade.

Sempre fui a maior provedora da minha casa e, ainda que não fosse, tudo que eu queria era uma nova vida com meus filhos! Precisava voltar a estudar, viajar e conhecer novos amigos, além de cuidar de mim, E assim o fiz.

Algum tempo depois encontrei o meu equilíbrio emocional e vi que era possível ser feliz com alguém. O Eduardo e eu somos casados e nos respeitamos.

Mulher Valorosa

Depois de perceber o quanto as mulheres são mal informadas em relação aos seus direitos e como buscar ajuda, apoio psicológico e jurídico gratuito, percebi que precisava fazer algo. Precisava faze-las enxergar suas habilidades, a sua força, principalmente como são bonitas. Me sinto realizada e muito feliz quando vejo uma delas começar a dar os primeiros passos rumo a uma vida melhor. Foi dai que surgiu o Projeto Mulher Valorosa.

 

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Muitas vezes é um trabalho exaustivo e me sinto até só. Fico me perguntando por que às pessoas não se preocupam com esses dados alarmantes de violência contra a mulher. São tantos casos que poderiam ser evitados se pudéssemos fazer um trabalho mais intenso nas escolas, empresas e comunidades. Às vezes encontro pessoas que me questionam se vale a pena eu me desgastar fisicamente e mentalmente, usar recursos próprios, para investir neste projeto, e não ser reconhecida. A minha resposta é SIM, vale a pena.

Não quero ser só mais uma mulher que foi vítima de violência doméstica.

Serei uma mulher que um dia foi vítima de violência doméstica, que teve a vida transformada e se ergueu para ajudar na transformação de outras mulheres.

 

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Hoje foi dia de receber doações para o Bazar do Projeto Mulher Valorosa! Com Andréa Falcão.

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Sou Aline Nunes, 40 anos, mãe da Carol de 21, Guilherme de 18, Robert de 15 e Miguel de 12, casada, graduada e pós-graduada em designer de interiores, formada no centro de treinamento bíblico Rhema Brasil. Sou mãe, esposa, empresária, coordenadora do Projeto Mulher Valorosa, palestrante, amiga, conselheira, empoderada linda e maravilhosa!

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