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O Racismo não dá descanso.

Depois de denunciar o crime de injúria racial, que sofreu nas redes sociais, na última segunda-feira (26), a jornalista baiana Maíra Azevedo, conhecida como ‘Tia Má’, passou a ser ameaçada de morte. No início da tarde desta quinta-feira (1º), ela utilizou novamente seu perfil oficial do Instagram para divulgar as mensagens que tem recebido e revelou que recebeu ligações da pessoa que está lhe jurando de morte. Maíra é digital influencer e faz participações no programa global de Fátima Bernardes. Nada disso teve significado quando ela foi vítima de um ataque racista por um internauta.

Todo esse cenário enfatiza o quanto o racismo ainda está presente na nossa sociedade. O racismo refere-se a pensamentos e atitudes que separam as pessoas, quando elas se consideram superiores umas às outras e apesar da escravidão ter sido abolida em 1888 e atualmente o racismo ser um crime inafiançável com pena de até 3 anos de prisão, a população caminha a passos lentos para a extinção deste ato tão repugnante.

Além do episódio de Maíra, são inúmeros os casos de racismo, como por exemplo, em 2014, quando o jogador Daniel foi chamado de macaco quando foi bater um escanteio pelo Barcelona e quando a apresentadora Maju, do Jornal Nacional, foi insultada nas redes sociais em 2015. Os dois casos tiveram repercussão na mídia, porém, situações semelhantes acontecem diariamente com pessoas negras, seja de forma sutil ou escancarada.  Uma piada, uma agressão física, uma proibição para frequentar determinado local, um xingamento, um impedimento de contato físico, tudo isso prova que o racismo ainda é presente no dia-a-dia e muito ainda precisa ser feito.

Como evitar o racismo no dia-a-dia

Mesmo tão enraizado, existem ações que podem ser colocadas em prática para evitar o racismo no dia-a-dia. Conheça algumas delas:

  • Admitir o erro

Quando a pessoa se torna ciente de que é racista, isso não quer dizer que ela está admitindo uma fraqueza, mas sim que ela é madura o bastante para reconhecer e querer mudar tal falha. Só quando o indivíduo assume o erro, ele será capaz de praticar ações para resolver o problema.

  • Ter empatia

Independentemente da cor de uma pessoa, ter empatia e se solidarizar com o próximo é essencial para que o indivíduo reflita que atitudes racistas podem causar dor e sofrimento a alguém e assim, tomar o cuidado para não replicar tais atos.

  • Evitar expressões racistas

O nosso vocabulário é repleto de expressões para as situações do dia-a-dia, porém, muitas delas possuem alto teor racista, como “fulano fez um serviço de preto” ou “a menina tem cabelo de palha de aço”. O racismo não deve estar presente em nenhuma situação, inclusive nas nossas expressões.

O racismo infelizmente ainda existe, por conta disso, é um assunto que deve sim ser comentado e debatido em escolas, em rodas entre amigos, no transporte público, na internet e na mídia. As pessoas precisam tomar consciência de que esse é um problema existente na nossa sociedade que deve urgentemente ser combatido e que elas são partes auxiliadoras em todo esse processo.  

Nos dias atuais, é fundamental que todos entendam que o mundo por si só, já precisa de muita ajuda e que atitudes racistas além de não ajudarem em nada, só servem para causar dor e sofrimento em quem as vive. A beleza está justamente no fato de sermos seres completamente diferentes e por conta disso, nos completarmos, sendo assim, de forma alguma a diferença na cor da pele deve ser motivo para impedir a construção de um mundo melhor.

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