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Oficial da Marinha do Brasil é a primeira mulher do país a atuar como Observadora Militar no Sudão do Sul

Natural de São Tomé, pequena cidade do Rio Grande do Norte, com 13 mil habitantes, Maria Aparecida de Almeida, que ingressou na Marinha do Brasil como marinheira e, atualmente, ocupa o posto de capitão-tenente, está ajudando a escrever a história de pioneirismo das mulheres nas Forças Armadas. A oficial é a primeira militar brasileira a participar de uma missão de paz na área de Abyei, no Sudão do Sul. Ela vai atuar como Observadora Militar na Força Interina de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para Abyei (UNISFA, em inglês).

Maria Almeida disse estar motivada com a oportunidade de fazer parte da missão. “Além da satisfação profissional e pessoal, minha expectativa é a de desenvolver um trabalho em que eu possa contribuir para a garantia e a preservação dos direitos humanos e da paz entre os povos durante uma função operativa”, destacou.

A preparação da oficial aconteceu no Brasil e continuará no local da missão com a realização de mais dois cursos.

Fonte: Reprodução

Ela comemorou a ampliação do espaço das mulheres na Marinha, com a autorização para o ingresso nas turmas de formação de oficiais na Escola Naval. A Força também foi a primeira a promover uma mulher a oficial general. “É uma inequívoca demonstração de que a Marinha é uma instituição atenta às mudanças sociais. Foi a primeira das três forças a incorporar mulheres em suas fileiras”, relembrou.

As Missões de Paz

A Força Interina de Segurança da Organização das Nações Unidas para Abyei (UNISFA, em inglês) foi estabelecida em 27 de junho de 2011 pela Resolução do Conselho de Segurança 1990. O principal foco da missão da ONU é o de proteger os civis, além de outras responsabilidades, como facilitar o fornecimento de ajuda humanitária, monitorar e verificar a desmobilização das Forças Armadas Sudanesas, de modo que a área fique desmilitarizada.

Fonte: Reprodução

Sobre o desafio de ser a primeira militar brasileira a atuar na função em Abyei, a militar disse estar feliz e confiante. Ela acha importante que seja despertado o interesse de outras mulheres militares pelas missões de paz e aconselhou que quem tiver o desejo de participar de uma atividade mais operacional, que tenha confiança. “ Somos capazes, independente de quaisquer circunstâncias, até mesmo de um perigo eminente. Acreditem que os obstáculos nos fazem mais fortes e que confiar é ter a certeza de que conseguiremos o nosso objetivo”, ressaltou.

A carreira naval

A Capitão-Tenente Maria Almeida pertence ao Quadro Técnico da Marinha do Brasil e ingressou na Força em 1998 como marinheira, mas sempre buscou a progressão profissional como militar. Em 2004 foi promovida a sargento. Graduada em Ciências Contábeis, a militar foi promovida a oficial em 2010. Durante sua trajetória profissional exerceu funções mais direcionadas à área financeira, como supervisora da Execução Financeira, analista contábil das Organizações Militares Prestadoras de Serviços, gestora patrimonial, gestora financeira, encarregada de licitações, pregoeira, mas também exerceu a função de ajudante de ordens do comandante do 3º Distrito Naval, sediado em sua terra natal.

Fonte: Ministério da Defesa

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