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NÃO É NÃO! Descubra algumas maneiras de combater o assédio nesse carnaval.

Que o Carnaval é a época do calor, do suor, da cerveja e de celebrar a alegria todo mundo sabe, mas existe um lado da folia que ainda é marcado por episódios não tão positivos assim – abordagens agressivas e casos de assédio que atingem principalmente mulheres fazem parte desses episódios e por mais que, atualmente, existam discussões pautadas nesses assuntos, os casos de abuso contra mulheres são mais recorrentes do que podemos imaginar. Muita gente parece não compreender a diferença entre uma paquera saudável e uma abordagem abusiva.

Segundo uma pesquisa online desenvolvida pela equipe do Catraca Livre em 2017, que falava sobre Assédio sexual no Carnaval, mais de 80% das entrevistas afirmaram terem sido vítimas desse crime.

Separamos 8 dicas úteis e fáceis de colocar em prática que podem ajudar você, suas amigas e outras manas que ainda não conhecem essa luta contra o assédio.

Imagem: Reprodução

  • AJUDE MULHERES QUE ESTEJAM DESCONFORTÁVEIS COM A ABORDAGEM MASCULINA

Se você de deparar com uma mulher sendo cercada, agarrada a força, puxada pelo cabelo ou sendo alvo de comentários agressivos, faça o possível para ajudá-la – PRINCIPALMENTE DE ELA ESTIVER SOZINHA. Se você não a conhecer, inventa uma história, grita um nome qualquer e finge que vocês se conhecem a séculos; abraça ela e sai pra bem longe. Depois você se explica.

Imagem: aconteceunocarnaval.org

  • USE A TAG #ACONTECEUNOCARNAVAL E DEIXE UM DEPOIMENTO SOBRE O ASSÉDIO QUE VOCÊ SOFREU.

Se não foi com você, incentive a sua conhecida a usá-la e a enviar o relato para o site da campanha ACONTECEU NO CARNAVAL (http://www.aconteceunocarnaval.org). Criada ano passado em Recife, a campanha contempla organizações de diferentes estados do Brasil e pretende romper o silêncio e coletar depoimentos de mulheres que sofrem assédio na folia, levantando dados que ajude a combatê-los nos próximos anos e que pressionem o poder público para executarem ações efetivas de combate ao assédio; além da criação de um “mapa de calor” que indica os lugares considerados menos seguros para mulheres circularem.

Lembrando que sua identidade será preservada no relato.

Imagem: Reprodução

  • FAÇA BARULHO!

A dica é sair para a folia com um apito pendurado no pescoço e em sinal de qualquer incômodo ou perturbação não hesitar em sopra-lo bem forte. É importante chamar a atenção. E caso você presencie outra mulher sendo incomodada, apite e chame a atenção ao seu redor.

Uma arminha de água também é um adereço útil para espantar o embuste que ainda não se tocou que existe jeitos e jeitos de abordar uma pessoa no carnaval

Imagem: @conspiracaolibertina

  • TATUAGENS TEMPORÁRIAS COM UMA MENSAGEM ANTI-ASSÉDIO

Além de combinar perfeitamente com a make e as fantasias, a tatuagens temporárias carregam mensagens bem diretas. Já que não entendem quando dizemos “NÃO”, vamos colar no nosso corpo, para ver se lendo eles entendem. O corpo também se expressa.

Imagem: Reprodução

  • OU COM PLAQUINHAS E FANTASIAS QUE MOSTREM QUE VOCÊ ESTÁ LIGADA NO MOVIMENTO DOS ASSEDIADORES

Você pode incorporar a militância ao seu look e sair empoderada para a folia.

Não é porque é carnaval que vai deixar nossa luta de lado, não é mesmo?

Imagem: Reprodução

  • A MINA BEBEU DEMAIS E VOCÊ PERCEBEU QUE ESTÃO SE APROVEITANDO DELA? AJUDE-A COMO PUDER.

Uma das coisas mais comuns no carnaval é se deparar com pessoas que deram uma exagerada na bebida – e ninguém está aqui para julgar ninguém nesse sentido. Principalmente se essa pessoa for uma mulher e estiver sozinha, perdida dos amigos e cercada por homens, geralmente desconhecidos. É duro acreditar, mas ainda existem pessoas que abusam de mulheres em situação vulnerável e ainda justificam seus atos “culpabilizando” a bebida.

Se você presenciar uma situação assim, tire-a de perto de quem está se aproveitando no momento, ligue para algum conhecido da pessoa, ajude-a a localizar os amigos, se necessário, chame um táxi ou carro para leva-la para um lugar seguro e se puder oferecer água e alguma comidinha, vai ser de grande ajuda.

Imagem: Reprodução

  • VIU UM CASAL BRIGANDO? PODE METER A COLHER SIM, MAS COM CUIDADO.

Esse é um dos casos mais delicados, porque a situação pode ficar ruim para o lado de quem tenta ajudar. O recomendado é buscar a ajuda mais segura – acione a segurança do local ou até mesmo a polícia a depender da gravidade do problema.

Uma denúncia anônima pelo 180 também pode ser uma boa alternativa. E se a mulher em questão fizer algum sinal de que deseja sair de perto do parceiro, leve-a para bem longe dali.

Imagem: Reprodução

  • DUAS MULHERES SE BEIJANDO NÃO SÃO UM CONVITE, FAÇA COM QUE ELES ENTENDAM.

Em pleno 2018 ainda tem homem que acha que duas mulheres se beijando estão fazendo isso para chamar a atenção dele.

Além de desmerecer e diminuir a visibilidade da luta LGBT, é extremamente invasivo e inconveniente essa abordagem para as mulheres que só querem se divertir em paz.

Então se você viver ou presenciar um caso desses se mantenham bem distantes do elemento.

Imagem: Reprodução

Agora é só aproveitar a folia, se hidratar bastante e respeitar as pessoas.

BOM CARNAVAL!

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