Propagandas Sexistas podem ser multadas em até R$1,3 milhão

Há muito tempo se questiona a veiculação de propagandas machistas ou preconceituosas, mas se pensou que em 2018 ainda se perpetuaria o uso da figura feminina de forma submissa, se enganou. O estado do Rio de Janeiro sancionou nesta quarta-feira (10) uma lei que proíbe a veiculação de propaganda “misógina, sexista ou estimuladora de agressão e violência sexual”.

O projeto foi assinado por quase 40 deputados e aprovado pelo governador Luiz Fernando Pezão do PMDB. O texto da lei cita como proibição a “exposição, divulgação ou estímulo ao estupro e à violência contra as mulheres”, além de “fomento à misoginia e ao sexismo”. A restrição é válida para outdoor, folheto, cartaz, rádio, televisão ou rede social. O projeto não determina os tipos de propaganda que se enquadram nestes casos.  

As multas são destinadas às empresas sediadas no Rio de Janeiro e que façam esse tipo de propaganda. Os valores variam de R$ 33 mil a R$ 658 mil. No caso de reincidência as empresas terão que pagar o dobro: cerca de R$ 1,3 milhão.

Em toda a esfera publicitária e de mercado a figura feminina é usada de forma submissa. Propagandas de cerveja, produtos de limpeza, propagandas de carro e até mesmo de comida. Afinal, quem não lembra da mulher verão? Ou de Juliana Paes sendo “A BOA”?

 

Foto: Reprodução

 

Em pesquisas recentes do Instituto Patrícia Galvão e Instituto Data Popular, 84% dos respondentes concordam que o corpo da mulher é usado para a venda de produtos nas propagandas de TV e 58% entendem que a mulher é representada como objeto sexual nessas campanhas. A grande consequência da perpetuação do uso da figura feminina nessas diversas situações é “auto-objetificação”, mulheres que vivem em ambientes de objetificação tendem a se auto-objetificar e também a objetificar outras mulheres, sofrendo, assim, danos de autoestima e de socialização.

A mídia objetifica meninas e mulheres, cria ideais de masculinidade danosos para os homens e ainda sustenta o padrão social “machista”. Combater essa objetificação é mostrar para as mulheres que elas são indivíduos completos e capazes, que podem ser muito mais do que objetos de prazer masculino.

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