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Prefeitura estuda novos espaços para ampliar a pipoca no Carnaval 2019

O Carnaval mal terminou e o prefeito ACM Neto anunciou que será realizado um estudo pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult) sobre ocupação de novos espaços públicos para o Carnaval. Essa preocupação vem da nova realidade observada na folia deste ano, que registrou um número maior de pessoas nas ruas por conta do fortalecimento das atrações sem cordas. Uma das possibilidades estudadas é a da criação de novos espaços, disse ACM Neto, em coletiva de balanço realizada na manhã de ontem (14), no Campo Grande.

“Queremos avaliar, nesse estudo, quais os movimentos futuros para o Carnaval de Salvador. No passado, tínhamos apenas o circuito do Centro, depois foi dividido também para a Barra, que, posteriormente, passou a concentrar grande parte dos foliões. Agora, no entanto, voltamos a observar um equilíbrio entre os dois locais por conta do estímulo aos desfiles sem cordas. Isso não quer dizer que os resultados desse estudo sejam implementados num curto prazo, mas precisamos levar em conta essa nova realidade com o crescimento da pipoca”, observou ACM Neto.

Nesse ano, cerca de 1,8 milhão de pessoas curtiram a pipoca diariamente no Carnaval, com destaque para o domingo, a segunda e a terça-feira no Circuito Osmar (Centro), que passou, ao longo dos últimos anos, por um esvaziamento em decorrência da preferência de grande parte dos blocos comerciais pelo Circuito Dodô (Barra-Ondina).

“Certamente, a pipoca é o destaque principal deste Carnaval. Esse não é um movimento contra ninguém; é um movimento a favor da vontade das pessoas. Esse movimento é, inclusive, um elemento de comemoração do que foi planejado para este ano”, destacou o prefeito.

(Foto: Aristeu Chagas/Secom)

Entre os pontos positivos desta festa, que serão aperfeiçoados para os próximos anos, destaque para o Carnaval Náutico, que poderá ganhar mais um dia. Neste ano, a festa realizada no mar da Baía de Todos-os-Santos ocorreu apenas no domingo, e a ideia, segundo o prefeito, é estender também para o sábado de Carnaval, reforçando uma estratégia turística voltada àqueles que desejam experiências diferenciadas da folia, potencializando novos espaços pela cidade, fora dos circuitos oficiais.

Entre outros ajustes que devem ser realizados para a festa do próximo ano está o esquema de serviços planejados para o Pipoco, um dos eventos de pré-Carnaval realizados na Barra – ao lado do Furdunço e do Fuzuê, movimentos já consolidados. O prefeito destacou que havia uma estimativa de público abaixo do que foi registrado na festa realizada na terça-feira, antes da abertura oficial do Carnaval, e, por esse motivo, será necessário planejar uma nova formatação dos serviços públicos para o evento.

Foram, no total, quase 1,2 mil horas de música e muitas novidades, como o primeiro Carnaval Náutico, que aconteceu na Baía de Todos-os-Santos, com um público de 1,5 mil pessoas e 150 embarcações. O projeto Pôr do Sol, na Praça Castro Alves, que esse ano aconteceu durante três dias, com shows gratuitos em cima do trio de nomes como Moraes Moreira, Baby do Brasil e Armandinho, mobilizou 50 mil foliões por dia.

Outro dado importante é a redução da violência na festa. Os módulos assistenciais à saúde montados pela Prefeitura nos circuitos do Carnaval contabilizaram 4.953 atendimentos, número 3,5% menor que a folia momesca do ano passado. A redução dos casos de violência foi um dos principais motivos da queda significativa das ocorrências registradas durante toda a festa. Esse clima de paz é confirmado pelos números da Guarda Civil Municipal. Foram contabilizados 477 atendimentos, o que representou uma redução de 45,6% em relação ao ano passado.

Fonte: Secom

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