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Quilo do tomate chega a ser vendido por R$ 10 por conta da greve

Na balança do horti-fruti do Vale da Muriçoca, em Salvador, o susto: seis tomates por R$7,80. “Tá vendo aí, é assim em todos os lugares”, reclama a dona de casa Miraildes Silva, 32 anos.  O quilo do tomate que antes era vendido por R$3, agora sai por R$10.

O dono do estabelecimento se defende: “Não encontramos e quando encontramos o valor está dobrado. Tá difícil”, argumenta Edson Santana, 60.

E não adianta o cliente procurar por repolho,  batata e acerola. Prateleiras vazias. A banana nem se fala. “Um horti-fruit que se chama a casa das bananas sem nenhuma. É mole?”, brinca o proprietário.

Edson lamenta situação de abastecimento do seu estabelecimento
Foto: Marina Silva/CORREIO

O Edson, antes da falta de produtos, comprava uma caixa de tomate com 20 quilos do produto por R$30, agora não sai por mais de R$150. Inclusive, no Vale da Muriçoca, um horti-fruit fechou as portas há três dias por falta de fornecedores. 

Na Rua do Canal, no Rio Vermelho, a mesma situação. Nas prateleiras não chegam a batata, o repolho, a cenoura e a cebola. O tomate, assim como no Vale da Muriçoca, está mais salgado. 

No estabelecimento do Manoel Raimundo, 67, o Manoel do Rio Vermelho, o quilo do tomate está sendo vendido por R$6,80, o dobro do que era vendido antes. Por lá, já falta a cebola e a batata. 

Foto: Marina Silva/CORREIO

“É um trabalho enorme para conseguir encontrar fornecedores. Você tem que ir bem cedo, de madrugada para a Feira de São Joaquim ou a Ceasa preparado pra briga”, conta.

Molho de tomate natural, coisa “ligth” na hora do almoço, já não faz mais parte do cardápio da estudante Geisa Conceição, 33. Com o preço do tomate nas alturas, para dar um sabor na macarronada só restou o extrato do fruto.

A decisão veio logo depois de comprar duas unidades do produto por R$5. “Rapaz, ultimamente só extrato de tomate. O pimentão tá um absurdo. Cebola? Extrapolou!”, reclama.

A falta de produtos fez com que o proprietário do Horti-fruti Sacolão, na Rua do Canal, Rio Vermelho, estabelecesse uma regra: De lá nenhum cliente sai com mais de cinco quilos de frutas e verduras. 

A decisão conta o proprietário Juarez Silva, 56, é para fazer com que todos comprem e ninguém saía de mãos abanando. 

Nesta segunda-feira (28), o comerciante conseguiu comprar 15 sacos de cebola branca, mas desapareceu das prateleiras nas primeiras horas da manhã. Nesta terça (29), só restava algumas unidades, já aparentemente impróprias para o consumo e a roxa vendida a R$9,90 o quilo.

“As mercadorias que chegam vem de caminhões que conseguem furar os bloqueios ou que pegam os ferrys boats. As condições dos produtos nem sempre são boas”, revela Juarez.

Fonte: Correio

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