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Ser feminista não quer dizer não ser feminina

Em uma reunião recente, fui surpreendida com a cara de espanto das pessoas ao dizer: Sou feminista!

Veja bem, para eles, ser feminista representava uma mulher agressiva, masculina e, acima de tudo, desgostosa do gênero oposto. Aquele velho tabu explicitado com uma pitada boa de machismo. Rótulos, estereótipos e visões equivocadas que, ao longo dos anos, foram associados ao feminismo, continuaram ali naquela sala.

Me vi na década de 1920, quando feministas eram chamadas de “solteironas” e especuladas sobre suas preferências sexuais. Inacreditavelmente quase um século depois e ainda estamos diante de um cenário um tanto similar.

Ser feminista não quer dizer não ser feminina, muito menos pregar o ódio aos homens. Não exige ter cabelo curto, andar com roupas masculinas ou ter cabelo no sovaco; essas são escolhas individuais.

Eu sou extremamente vaidosa e minha cor favorita é rosa. Meu passatempo é montar mesas de jantar e eu amo levar café da manhã na cama pro meu marido aos domingos. Por sinal, também amo cozinhar pra ele, mas quando estou afim, é claro. Nada disso deveria me descaracterizar como feminista, afinal, nada deverá definir como uma mulher deve agir ou como deve ser sua aparência.

Não admito ser destratada pela forma de vestir, nem ser julgada menos competente apenas por ter nascido mulher. Luto pela igualdade de direitos e estou consciente da violência exercida sobre a mulher ao longo da história, o que precisa mudar.

“Quem cresceu em um tempo em que o feminismo não era muito ouvido, precisa reaver seus conceitos e fazer autoavaliações e autocríticas.”.

Existe muita mulher que ainda se diz não feminista. Vamos lá meninas… A partir do momento que desejamos estudar, trabalhar, votar e ter os mesmos direitos dado aos homens, somos feministas; afinal, lutamos para termos voz, e acima de tudo, para sermos  donas de nossas vidas!

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