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Sexo só com luz apagada? Dicas para vencer a insegurança e transar de luz acesa

Sexo com luz apagada é bom, sexo com luz ligada também e, como qualquer coisa que envolve o assunto, não existem regras nem certo ou errado. É sobre sentir-se tranquila, experimentar coisas novas e dar atenção a todos os sentidos. Assim, vale variar a iluminação de vez em quando, com a maior naturalidade do mundo.

Se isso for impossível porque luz ligada não é, de forma alguma, uma opção para você, entender o motivo pode ser interessante. Como lembra a ginecologista e sexóloga Michelli Osanai, isso não é necessariamente um problema. Mas, se está causando desconforto ou sentimento de inadequação para a mulher ou mesmo para o casal, é preciso entender os sentimentos por trás disso.

– Se o casal está em harmonia, se encontrou a sua forma particular de realizar seu encontro erótico, isso não é uma questão. Muitas vezes não é um problema para o casal transar de luz apagada, e está ok assim. Outras vezes, conversar sobre suas diferenças e chegar a um consenso quanto às suas preferências é o suficiente – explica a especialista.

Para a psicóloga e sexóloga Tatiane de Lopes, o desconforto em transar com a luz ligada geralmente está atrelado à autoestima.

– Estamos inseridas a uma sociedade que dá muito valor à aparência, ao aspecto físico. No momento do sexo, essas coisas voltam à nossa mente: a gente se julga porque sabe que a sociedade julga. Somos criadas para sermos bonitas, não para termos prazer sexual. E essas coisas vão nos deixando inseguras – contextualiza a psicóloga.

Se a luz nunca é acesa por conta desta questão, Tatiane lembra que a autoestima é relacionada a você, e não ao outro. E que, nesses casos, sentir-se confortável para transar com a luz ligada vai muito além do sexo – e você vai sentir-se ainda melhor por estar deixando para trás algumas inseguranças.

– Sempre vale lembrar que a pessoa que está contigo quer estar contigo. E no momento do sexo, precisamos estar à vontade com nós mesmas. Quando isso acontece, não importa como a luz esteja.

A seguir, veja três dicas para lidar com o assunto e sentir-se confortável em, vez ou outra, deixar aquela luzinha acesa.

Conheça a anatomia do seu corpo

É muito importante que seu corpo, suas formas e suas partes íntimas não causem estranhamento para você: quando você se conhece, é mais fácil ficar à vontade. Tatiana conta que muitas mulheres não conhecem a própria anatomia – resultado de a masturbação feminina ainda ser considerada tabu.

– Acaba que muitas mulheres só têm contato com a própria sexualidade e com o próprio corpo através do outro. É importante se explorar e se conhecer, não apenas no sentido sexual, mas no sentido anatômico. Pegue um espelho e analise sua vagina, veja como ela é. Porque assim como as modelos de capa de revista não representam todas as mulheres, nem todas as partes íntimas são iguais às das atrizes pornôs. Chegar a essa compreensão ajuda você a ficar mais confortável.

Entregue-se ao momento

A entrega de corpo e alma e a capacidade de estar presente é extremamente importante para aproveitar o sexo.

– Ajuda a desfrutar, a despertar o desejo sexual, a excitação física e subjetiva, que pode culminar com o orgasmo. Estar de corpo presente não é suficiente: é preciso estar com a mente focada para desfrutar das sensações prazerosas que o encontro sexual pode proporcionar – afirma.

E pode ser que, quando você conseguir se entregar completamente, outras preocupações como aparência ou o medo de julgamento não apareçam.

Converse com o seu parceiro

Quando a insistência de um pela luz ligada e de outro pela luz desligada começa a pesar no relacionamento, é hora de uma conversa franca. Se essa conversa gerar uma vontade de mudar algo, é importante que essas escolha seja acompanhada de mudanças internas quando a possíveis bloqueios.

– Com a mediação dessas diferenças ocorre de forma consensual, o casal tende a entrar num clima de maior satisfação para ambos. O olho no olho, a entrega e a aceitação de si e do outro tornam esse encontro ainda mais especial – explica Michelli.

Fonte: Revista Donna

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