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Vagas só para mulheres? Conheça grupos online que ajudam quem procura emprego

Uma das comunidades é a Garotas no Poder, criada pela gaúcha Camila Mazzini, que agora busca financiamento coletivo para ampliar o projeto

Camila Mazzini, 35 anos, precisava resolver um problema hidráulico em sua casa em São Paulo. De olho na própria segurança, a jornalista foi em busca de uma profissional mulher, mas achar alguém neste perfil não se mostrou tarefa fácil. E se um grupo no Facebook facilitasse esses encontros?

Há três anos, a gaúcha de Teutônia fundava de forma despretensiosa o Garotas no Poder, comunidade focada em seu círculo de amigas para indicações de profissionais do sexo feminino. Hoje, o espaço reúne quase 47 mil membros, com mulheres de diferentes Estados e até de fora do país, conta Camila:

Foi muito rápido, as pessoas foram convidando e foi orgânico, não planejado. Me dei conta de que tinha público e demanda. As mulheres foram postando possibilidades de vagas, divulgando trabalhos próprios e foi crescendo. Fui organizar melhor o grupo depois de uns quatro meses.

Radicada na capital paulista, a jornalista freelancer dedica cerca de oito horas por dia ao grupo secreto – para participar é preciso receber o convite de alguma integrante. Ela é a moderadora dos posts na comunidade, mantém uma página aberta no Facebook para discutir questões ligadas às mulheres e também se dedica ao perfil do Garotas no Poder no Instagram. Como o gerenciamento da rede ganhou status de trabalho, Camila abriu um canal direto para as pessoas contribuírem com o projeto na plataforma Catarse (catarse.me/garotas_no_poder_).

– Acabou se tornando um trabalho mesmo, é muita dedicação. Se fico um dia sem aprovar post, as pessoas me cobram por mensagem. Claro que gosto, sei que é para ajudar as pessoas, mas, hoje, não ganho nada em troca. A ideia com o Catarse é conseguir um tipo de remuneração e ampliar a atuação – explica Camila.

– Já fiquei sabendo que há grupos que estão cobrando por posts. Não acho que seja legal isso, tem gente muito simples no Garotas no Poder. Essa ideia do financiamento recorrente surgiu quando uma amiga minha contratou todas as pessoas para trabalhar com ela pelo Garotas. Daí ela me disse que funcionou como um serviço de uma agência.

Julia Dalkmin / Divulgação
Julia Dalkmin / Divulgação

A iniciativa online deu tão certo nas redes sociais que ganhou espaço nas ruas. Em São Paulo e Porto Alegre, Camila já organizou eventos com bate-papos, palestras e vendas de produtos. Por aqui, rolou uma feira em parceria com a Papelera no espaço criativo e cultural Área 51. A proporção que o Garotas no Poder tomou fez a jornalista despertar para a importância da sororidade e da união feminina:

Foi uma construção recentemente para mim, virou uma chave. Venho de uma família com duas irmãs, sempre fomos nós e a minha mãe. Mas acho que nunca tive a consciência de “sou feminista”, sempre foi meio natural. Depois do grupo, vi que tinha esse movimento de mulheres se ajudando. Feminismo é igualdade. Hoje, há uma consciência que está se ampliando.

Simone Bertuzzi / Divulgação
Evento promovido pelo Garotas no Poder em São PauloSimone Bertuzzi / Divulgação

Assim como o Garotas no Poder, há outras iniciativas online que funcionam como uma rede de mulheres voltada para a carreira. Veja abaixo:

Feministrampos

O grupo criado em 2014 se propõe a fortalecer uma rede de conexão e serviços entre mulheres por meio da oferta de trabalhos e produtos, além da divulgação de vagas de emprego. Hoje, a comunidade conta com 57 mil membros. Para participar, é preciso solicitar aprovação das moderadoras.

Indique uma Mina

Fundado em 2016, o grupo secreto no Facebook é destinado à inserção ou recolocação de mulheres no mercado de trabalho visando à igualdade de gênero e de salários. Há a divulgação de vagas e serviços e um site de recrutamento e consultoria (indiqueumamina.com.br). Para participar do grupo no Face, é preciso ser convidada por alguma uma integrante – já são mais de 100 mil membros. Também dá para acompanhar informações na página do IUM na rede social.

Trabalho em rede: mulheres nas artes

A proposta do grupo é ser um espaço para mulheres artistas ou que trabalham com arte se fortalecerem como rede. É possível divulgar vagas, buscar profissionais e trocar informações. Como é de nicho, a comunidade criada há três anos tem cerca de mil participantes. Para participar é preciso solicitar autorização à moderadora.

Fonte: Revista Donna

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