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Veja como ganhar até R$ 4 mil em um mês alugando quartos em sua casa

A pesquisadora Lorena Caliman, 28 anos, mora sozinha em um apartamento de dois quartos, no bairro do Rio Vermelho. Transformou um deles em escritório, mas com uma estrutura para receber hóspedes. Esse ano, para incrementar a renda, colocou um cômodo no Airbnb, plataforma que oferece hospedagem em 191 países. Anunciou no dia 31 de janeiro e, horas depois, teve a primeira reserva confirmada. Em um mês, lucrou R$ 1,3 mil. Assim como ela, outras 3.500 pessoas na Bahia usam a plataforma para alugar apartamentos fechados ou cômodos dos seus imóveis.

“Como meu apartamento é próprio, pensei: se conseguir pagar o condomínio (R$ 600) com as hospedagens, já está valendo. Acabei ganhando mais”, avalia.

Ao todo, o cômodo já foi locado cinco vezes. Na plataforma, ela estipulou um valor mínimo (R$ 59 e um máximo para locação R$ 120). Outra opção seria deixar o próprio Airbnb gerenciar os valores, de acordo com a lei da oferta e procura. 

A pesquisadora Lorena Caliman faturou R$ 1,3 mil em um mês, alugando um quarto da sua casa
(Foto: reprodução/ acervo pessoal)

Ela pode escolher ainda os períodos em que o imóvel estará disponível para receber hóspedes. Nas semanas que tem muitos textos do mestrado para ler, por exemplo, ela bloqueia as hospedagens. E mesmo no período em que eles são bem-vindos, ela conta que busca receber pessoas com perfis que se enquadram nasua rotina. “Não há opção de definir o tipo de hóspede, mas no anúncio eu deixei claro que durmo cedo e não quero bagunça na minha casa”, conta.

De acordo com informações do Airbnb, a renda de um anfitrião típico é de R$5 mil no ano. Mas, toda regra tem exceções. No caso da empresária Mércia Barreto, 40, que administrava um apartamento de quarto e sala da mãe, em Ondina, ela chegou a faturar R$ 5 mil com o aluguel do imóvel por uma semana, durante o Carnaval. 

Mércia Barreto lucrou R$ 5 mil alugando um imóvel durante uma semana para o Carnaval
(Foto: reprodução / acervo pessoal)

A empresária conta por três anos usou o Airbnb e aprovou a experiência. Só desativou o anúncio na plataforma porque fechou um contrato de aluguel com uma amiga por um prazo maior.

“Foi uma experiência muito boa, no site tem a opção de alugar automaticamente ou só fazer a reserva após trocar mensagens com o hóspede. Se ele já teve outras experiências no Airbnb você pode ver os comentários dos proprietários sobre a pessoa, quantas estrelas que ela tem, isso ajuda. Os hóspedes também tem espaço para avaliar os anfitriões”.

Embora o imóvel da mãe de Mércia seja só de um quatro, a localização privilegiada, na Avenida Oceânica, em Ondina, de frente pro mar, fazia com que sempre tivesse pessoas interessadas nele. “Recebi francês, americano, argentino, africano, pessoas de vários países. Foi onde aluguei mais o imóvel, tive menos problemas e mais praticidade”, conta. Apesar da plataforma abrir espaço para tantas nacionalidades, segundo o Airbnb, São Paulo, Rio de Janeiro e Buenos Aires estão no topo do ranking das cidades que mais mandam hóspedes para a Bahia pela plataforma.

Antes de virar um anfitrião do Airbnb, o advogado André Gramacho, 36, foi muitas vezes hóspedes na plataforma. Quando casou, ano passado, foi morar com a mulher em um apartamento de três quartos e decidiu se lançar anfitrião, fazendo o cadastro para receber hóspedes em seu imóvel. “Nós somos muito comunicativos, então, além de ganhar um dinheiro, acabamos fazendo amigos. Inclusive tive um hóspede que fiz amizade que depois eu fui para a casa dele”, conta.

A grana extra também não deixa a desejar. A demanda é flutuante ao longo do ano, mas a alta estação é sempre sinônimo de casa cheia e dinheiro extra na conta. Só em uma quinzena faturou R$ 4 mil.

“Recebi hóspedes para a festa de Iemanjá e também quatro grupos durante o Carnaval. Os meses de janeiro e fevereiro trazem grandes proveitos econômicos”, conta.

Este mês ele vai receber uma paulista, que ficará dez dias em sua casa. Como é baixa estação e o preço segue no ritmo da demanda, ele vai receber no período R$ 600, mais a taxa de limpeza. “É uma experiência muito boa. Meu imóvel recebe 60 visualizações por mês”

Gerente de comunicação do Airbnb pra América Latina, Leila Suwwan explica que a plataforma tem registrado uma procura cada vez maior de pessoas interessadas em alugar seus espaços pelo Airbnb. “É uma renda extra importante e isso ainda democratiza os ganhos do turismo, levando dinheiro para os moradores e comércios locais”.

Problemas

Sim, como qualquer outra modalidade de locação, problemas também existem. No caso de Mércia, ela conta que recebeu uma hóspede que reservou o imóvel por 15 dias, incluindo as festas do fim de ano e, após a primeira noite, ela cancelou a reserva. “Só recebi por uma diária e fiquei o resto do período com o imóvel vazio. Descobri depois que poderia ter especificado multas para caso de cancelamento, mas, como não sabia, não estava previsto no meu anúncio”, informa.

Já André percebeu, após a saída da hóspede, que ela manchou um lençol, mas entrou em contato com a mulher e solucionou o problema. “Se não tivesse conseguido resolver com ela, a cobrança poderia ser feita através do Airbnb. Basta comprovar o prejuízo que eles pagam”, assegura.

Passo a passo para colocar seu imóvel no Airbnb

Anuncie:   Qualquer pessoa com um quarto livre ou uma casa inteira pode se tornar um anfitrião.  Basta criar um login e senha na plataforma,  escrever um perfil contendo as características do  espaço, as regras da casa, a rotina dos moradores, etc.

Troque mensagens:  Conheça os hóspedes antes da chegada trocando mensagens com eles na plataforma.

Gentilezas:  Os anfitriões costumam limpar os espaços que os hóspedes podem usar e fornece lençóis limpos, toalhas e papel higiênico.

Pagamento:  Os hóspedes são cobrados antes da chegada, e você é pago automaticamente após o check-in. Você pode ser pago pelo PayPal, depósito direto ou transferência internacional, entre outras formas.

Taxa de serviço:  O Airbnb cobra um taxa de serviço de 3% do valor da hospedagem

Números do Airbnb na Bahia

– O último levantamento da plataforma, realizado em novembro de 2017, apontava a existência de 3.500 anfitriões na Bahia 

– São Paulo, Rio de Janeiro e Buenos Aires | cidades que mais mandam hóspedes

– Os grupos de hóspedes que vem para a Bahia pelo Airbnb possui, em média, 2,5 pessoas 

– Os hóspedes do Airbn na Bahia ficam, em média, cinco noites

– A idade média do hóspede é 35 anos

– A idade média do anfitrião é 43 anos 

– 14% dos anfitriões possuem acima de 60 anos  

– 56% dos anfitriões são mulheres 

– A renda anual de um anfitrião típico é de R$5.000 

– Entre novembro de 2016 e outubro de 2017, foram 27 mil hóspedes no Airbnb em Salvador

Potencial mensal de faturamento em Salvador

Um hóspede: 
Quarto:  R$ 553  
Imóvel: R$ 664

Dois hóspedes
Quarto:  R$ 821 
Imóvel R$ 1.116

Três hóspedes
Quarto: R$ 868 
Imóvel:  R$ 1.156

Quatro hóspedes
Quarto: R$ 988
Imóvel: R$ 1.406

Fonte: Correio*

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