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Vença os sete maiores desafios do relacionamento à distância

O final do ano é a fase em que muitas pessoas planejam uma grande mudança na vida: estudar ou trabalhar em uma cidade distante ou outro país. Um dos maiores desafios dessa decisão é manter um relacionamento amoroso com o parceiro que fica. Saudades, ciúmes, confiança, regras, falta de contato físico – tudo pode ser um tremendo motivo para terminar, mas especialistas afirmam que é possível contornar a situação. Casais que se veem todo dia podem ficar até mais distantes afetivamente do que casais que têm relacionamento à distância, mas mantêm um diálogo frequente. Já parou para pensar como está a sua situação? Aproveite os comentários de psicólogos para vencer a barreira física.

Combinar regras

Como será o relacionamento de vocês? Em que momento do dia vocês irão conversar? Combinar alguns pontos da relação ajuda a evitar desentendimentos desnecessários. “A principal regra é compreender que a distância é passageira e que, naquele momento, é necessária”, afirma o psicólogo Breno Rosostolato, professor da Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo.

Às vezes, a correria deixa pouco tempo do dia para o casal conversar e não vale a pena gastar esse momento brigando. Segundo o psicólogo Vitor Sampaio, de São Paulo, estabelecer regras pode ser mais fácil se o casal tiver ideias parecidas. “É difícil ficar com alguém que tem crenças e objetivos de vida opostos aos nossos ou simplesmente que apontem para um estilo de vida no qual não nos vemos”, diz.

Diálogo

Mais importante do que ter ou não personalidade similar a do parceiro é manter uma sintonia. Vitor Sampaio explica que o casal deve saber o que rege seus sentimentos e comportamentos, entender as brigas e os planos e compreender o sentido que rege o “estar junto”. A melhor forma de alcançar isso é com o diálogo. “A conversa é a base para estabelecer regras e limites bem como expectativas para poder avaliar e manter o relacionamento”, conta a psicóloga Andréia Calçada, do Rio de Janeiro.

Cabe ao casal decidir quantas vezes esse diálogo acontecerá, se uma vez por dia ou três vezes por semana, por exemplo. “É importante manifestar os sentimentos nesse momento, mas sem cobrança ou em tom de desconfiança”, opina o psicólogo Breno. Esse também será o momento de vocês se divertirem juntos. Que tal fazer algo prazeroso, como comentar sobre um programa que os dois gostam de assistir ou um livro que os dois estão lendo?

Encontros esporádicos

Encontrar-se depois de tanto tempo sem se ver pode gerar estranhamento, mas Andreia Calçada lembra que o que gera afinidade é o convívio. “Ao ficarem separadas, as pessoas conhecem pessoas e formas novas de viver e pensar e acabam mudando o jeito de ser sem perceber”, explica. Manter sempre um contato, mesmo que virtual, ajuda a lidar com essas mudanças aos poucos e não de uma vez só.

Ciúmes

Trabalhar a confiança é importante em todo relacionamento, principalmente se for à distância. “O estado de abandono pela ausência do parceiro muitas vezes é pautado num estado de ameaça e de perda, gerando insegurança”, explica Breno Rosostolato. Mas ele conta que um casal que se conhece e sabe das características de cada um tem mais estrutura para suportar esse estado. Vale lembrar que, assim como você, o parceiro precisa conviver com outras pessoas. Ter ciúmes de amigos do mesmo sexo que o companheiro, por exemplo, pode ser exagerado demais.

Falta de contato físico

Essa ausência é difícil de suprir e cabe ao casal saber até que ponto consegue aguentar. “Conversar sobre tudo, sem exceções ajuda muito a confortar e reestabelecer a falta do carinho físico”, recomenda o psicólogo Breno. Se essa falta não lhe incomodar, vale a pena fazer uma reflexão sobre o que a distância representa. “Será que você está fugindo de um contato mais íntimo ou está justamente buscando a possibilidade de um contato íntimo que acha difícil de permitir pessoalmente?”, exemplifica Vitor Sampaio. Conversar com um psicólogo pode ajudar a encontrar uma resposta.

Perspectivas futuras

Manter o relacionamento à distância por muito tempo pode ficar inviável. O casal precisa decidir junto quando isso irá acabar, mas falar sobre o futuro pode ser estressante quando não há decisões concretas. “Ainda assim, é necessário estabelecer essa conversa para que a realidade e as expectativas possam ser equilibradas e a ansiedade e o sofrimento diminuídos”, diz a psicóloga Andreia.

É bem provável que alguém tenha que ceder em algumas situações para conseguir um bem maior – o de ter a pessoa querida por perto. “Algumas pessoas sustentam a falsa crença de que ceder é parecer fraco”, comenta Vitor. Ceder só será preocupante quando vier de apenas um lado da relação, já que os dois precisam se adequar e abrir mão de algumas coisas para ter um equilíbrio.

Conhecer melhor o outro

Mesmo entre pessoas casadas, o relacionamento é uma eterna troca de conhecimentos entre os dois, já que todos mudam com o passar dos anos. O psicólogo Breno lembra que tanto os momentos bons como os ruins ajudam a fortalecer a relação. “A intimidade e a cumplicidade são construídas justamente diante do conflito da distancia entre os amantes”, diz o profissional.

Fonte: Minha Vida

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