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VIRGINDADE: Não é só um Hímen

Século XXI, 2018, e sim, ainda hoje, a virgindade feminina é tema a ser debatido em rodas de conversa. Existem diversos tabus – sociais, religiosos, morais – acerca da primeira relação sexual da mulher.

São muitos vieses sobre essa questão que nós poderíamos nos aprofundar. Mas aqui quero incitar a reflexão sobre algo ainda pouco falado: por que as mulheres não se preparam, sexualmente falando, para a sua primeira vez? Por que nós iniciamos a nossa vida sexual sem conhecimento algum sobre o nosso próprio corpo?

Do ponto de vista biológico, a virgindade se caracteriza através do rompimento de uma película localizada na entrada da vagina, mais conhecida como hímen. Ou seja, através do primeiro ato sexual com a penetração. Mas, será que reduzir a virgindade a uma membrana elástica não seria desconsiderar um tanto de coisas importantes? Veja: você pode romper o hímen com os seus dedos.

Quantas mulheres deixam de conhecer o próprio corpo antes da primeira relação sexual – o que deveria ser estimulado -, por medo de perder a virgindade? Quantas dores poderiam ser minimizadas durante a primeira transa se tivéssemos o mínimo de conhecimento sobre os pontos que nos dão mais prazer?  Há mulheres virgens, inclusive, que em sua primeira vez não sangraram e tiveram que lidar com olhares e insinuações do parceiro sobre a falta do sangue, como se faltasse “a prova”. Mas prova para quem? Algumas mulheres não sangram na primeira vez, mas vão sangrar na segunda ou na terceira. Outras só sangram muitas relações depois.

Foto: Reprodução

A quem devemos tantas explicações?

Em tempos onde se vê leilões de virgindade, não é difícil encontrar respostas para a pergunta acima. A verdade é que existe uma fantasia masculina em torno disso. Uma valoração sobre a mulher que se “preserva” e uma depreciação para aquela que não o faz. Por quê? Talvez porque a maioria dos homens não conhece as particularidades do corpo de uma mulher, não sabe da existência de um órgão chamado clitóris, não sabe o que é um hímen complacente, não sabe que é impossível haver um sexo prazeroso sem a entrega de ambas as partes, e para haver entrega deve existir conhecimento sobre o seu corpo. Mas como julgá-los se muitas vezes nem nós nos damos ao trabalho de conhecê-lo?

É conveniente para o homem que use e abuse da masturbação antes da primeira transa, que assista filmes pornôs para chegar lá preparado. Enquanto para a mulher, que muitas vezes nem sabe da existência de tais coisas, só resta estar fadada a uma frigidez que certamente lhe causará uma frustração terrível após tanta expectativa criada sobre sua primeira vez.

Foto: Reprodução

Nós precisamos nos libertar de tais preconceitos, pois o preconceito parte do desconhecimento. Pensar em si mesma não é egoísmo, querer sentir prazer não é errado, você não é figura passiva no sexo, sendo somente responsável em dar satisfação a alguém.

Conheça o seu corpo, os seus pontos, os seus limites, o que você gosta e, principalmente, o que não gosta. Lembre-se: se você não se agradar e não se amar, dificilmente você conseguirá fazer isso pelo outro.

Mulher, se toque!

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