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A dor e delícia de ser mulher

Depressão pós-parto, oscilações de humor, aborto entre outras situações que só a mulher é capaz de lidar

Somos conhecidas como mais fortes porque podemos suportar a dor de um parto; mais fortes também porque dizem que conseguimos lidar melhor com uma traição, por exemplo, ou que aguentamos muito mais a qualquer tipo de pressão. Mas já paramos para observar que esse excesso de rótulos e estereótipos pode ter, sim, seus dias contados? Tem horas que queremos levantar a bandeira branca e ir um pouco mais devagar.

O que não se discute é que o homem é mais racional e prático que a mulher. O que é predominante na personalidade masculina é a racionalidade: o homem basicamente depende de sua razão. Já a mulher, além de ter a mesma racionalidade, ainda tem uma afetividade muito mais desenvolvida, o que nos torna muito mais completas. Porém com essa complexidade vem também a propensão a uma depressão ou oscilações constantes de humor. Como?

Se a racionalidade atrelada à sensibilidade e excesso de zelo andam juntas, maior é a cobrança e preocupação, o que pode ocasionar sim a um constante estado de tensão. Ainda mais quando temos hormônios bem diferentes envolvidos.

Dados alarmantes da Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmam que as mulheres sofrem mais com a depressão. O índice da doença chega a ser 150% maior que entre homens.

Um dos fatores preponderantes é a hormonal. A medicina consegue descrever bem a tensão pré-menstrual das mulheres. O homem só produz um único hormônio sexual, a testosterona. Já a mulher apresenta duas situações hormonais totalmente distintas: aproximadamente 14 dias com excesso de estrógeno, e 14 dias com muita progesterona circulando no organismo. Nos primeiros dias de estrógeno as mulheres serão mais alegres, dóceis e ativas. Já quando há a queda de estrógeno, nos tornamos mais cansadas, nervosas, preocupadas ou mais tristes.

A dor é invisível

Uma das piores dores que uma mulher pode ter é a perda de um filho. Quando uma mulher sofre um aborto, mesmo que seja no início da gestação, um vazio se abre. Mesmo que tenha acompanhamento psicológico e de amigos e pessoas próximas, não há remédio que cure essa dor, apenas o tempo. E concordamos que esse tempo só é amigo da própria mulher e de ninguém mais. Alguns ainda se chocam, mas há situações em que você quer viver certas dores só. Mesmo que seja bobo a mulher perder um filho apenas com quatro semanas de gestação, o vazio é indescritível. Essa é uma sensação que nenhum homem poderá sentir.

A perda gestacional pode ser tão dura quanto a perda de um filho. Na nossa cultura, não há nenhum rito associado a esse tipo de dor feminino. Por isso é tão difícil para a mulher lidar com os efeitos emocionais provenientes do aborto. Isso nos faz pensar que devemos quebrar esse tabu, já que estamos falando de situações que podem trazer traumas para nós, mulheres. 

E mesmo após tantos dissabores, nós conseguimos dar a volta por cima e sempre encontrar a melhor maneira de sair de um problema. Como diz um grande amigo meu, o que você faz com as pedras que te jogam é escolha sua: melhor usá-las para construir uma escada para a sua felicidade!

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